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Investigadores: STF quis "passar recado" ao anular grampos de Demóstenes

Para eles, a intenção dos ministros era dar um "exemplo" à Lava-Jato, principalmente

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postado em 27/10/2016 06:00

Eduardo Militão

Mais um capítulo da crise entre os Poderes pôde ser percebido no julgamento da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que anulou grampos usados para denunciar o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) por corrupção na Operação Monte Carlo. Investigadores ouvidos pelo Correio entendem que os ministros quiseram “passar um recado” quando criticaram anteontem as apurações. Para eles, a intenção era dar um “exemplo” à Lava-Jato, principalmente.

Teori Zavascki disse que o caso era mesmo “um exemplo”. Afirmou que esse tipo de “usurpação” de investigações — que deveriam ser feitas pelo STF, e não pela primeira instância — vem ocorrendo repetidas vezes. O juiz da Lava-Jato em Curitiba, Sérgio Moro, é alvo de dezenas de ações por supostamente “passar por cima” da competência do Supremo. Gilmar Mendes disse que o episódio vinha a calhar. “Aplica-se como uma luva aos momentos que estamos vivendo”, afirmou o ministro.

Nesta quarta-feira (26/10), Ricardo Lewandowski trouxe o tema da Monte Carlo de volta ao plenário da 2ª Turma. Ele disse que foi para casa e refletiu sobre o custo da ação considerada ilegal. “Agentes dedicaram tempo a escutas ilegais, transcrição, atuação do MP, do juiz”, disse. “Qual custo para o Estado, para o cidadão?”.

 

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