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PF investiga Lula e sobrinho suspeito de receber propina

Para o Ministério Público, Lula recebeu R$ 20 milhões, direta e indiretamente, de propinas a partir de contratos da construtora com a Exergia, um das firmas de Taiguara

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postado em 07/11/2016 06:05 / atualizado em 08/11/2016 00:40

Eduardo Militão

Lucio Bernardo Jr./Camara dos Deputados
 

 

Um arquivo com uma carta de Taiguara Rodrigues, “sobrinho” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para o tio é mais uma das provas usadas pela Polícia Federal para indicar como o petista atuava no exterior em favor do parente, desta vez na Arábia Saudita. Os dois e o empreiteiro Marcelo Odebrecht estão denunciados por esquema de corrupção em Angola na 10ª Vara Federal de Brasília, onde tramita a Operação Janus. Para o Ministério Público, Lula recebeu R$ 20 milhões, direta e indiretamente, de propinas a partir de contratos da construtora com a Exergia, um das firmas de Taiguara.

Na mensagem, datada de 11 de setembro de 2013, obtida a partir da apreensão de computador portátil do empresário, o sobrinho de Lula recorda-lhe de sua “última conversa” sobre possível ida à Arábia Saudita com o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, e o ex-secretário de coordenação governamental da cidade Tarcísio Secoli. “Parece que vocês conversaram e eles declinaram desta viagem neste momento”, diz Taiguara a Lula. “Eu estarei indo no dia 14/09 (sábado) para prospectar o mercado.” Os advogados do ex-presidente e de seu sobrinho optaram por não esclarecer o episódio ao Correio.

A assessoria da prefeitura de São Bernardo admite que Taiguara realmente conversou com Secoli sobre a viagem. “Taiguara conversou com Tarcísio Secoli sobre esta viagem que pretendia fazer à Arábia”, explica a assessoria. “Mas tanto Tarcísio quanto o prefeito Luiz Marinho nunca estiveram na Arábia Saudita. Destacamos que não temos, na prefeitura, nenhum fornecedor daquele país. Ressaltamos, ainda, que o prefeito Luiz Marinho nunca esteve com Taiguara.”

Para a PF, a mensagem mostra a ligação do empresário da Exergia com Lula e com Marinho. Como revelou o Correio em 19 de outubro, fornecedores da campanha do prefeito de São Bernardo em 2012 receberam dinheiro de Taiguara quando era subcontratado pela Odebrecht em Angola. A empreiteira foi beneficiada com financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Relatório da PF na Janus conclui que “essa proximidade” entre Taiguara e Marinho tem a mesma “relação lógica” da conclusão sobre uma troca de mensagens do empresário com uma pessoa identificada como Secoli. Em 2 de setembro de 2014, um ano depois da menção à Arábia Saudita, Taiguara manda mensagem para “Tarcísio SBC (São Bernardo do Campo)” dizendo que está no Instituto Lula, enquanto o tio está em “SBC”: “Espero que esteja sendo bem produtivo, estamos precisando…”. “Tal mensagem pode indicar a atuação de Lula em prol dos interesses do seu ‘sobrinho’”, concluem os delegados Fernanda Costa e Guilherme Siqueira.

 

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