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Governador de Minas Gerais, Pimentel é denunciado pela 2ª vez na Acrônimo

Segundo a PF, o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, delator da Acrônimo %u2014 também denunciado %u2014 intermediava propinas de Marcelo Odebrecht para Pimentel em troca de atuação do então ministro do Desenvolvimento em projetos na Argentina e em Moçambique

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postado em 11/11/2016 14:22

Eduardo Militão

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), foi denunciado por corrupção ativa pela segunda vez na Operação Acrônimo. O presidente afastado do grupo Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, preso na Operação Lava-Jato, foi acusado pela Procuradoria Geral da República de corrupção ativa. De acordo com informações e documentos obtidos pelo Correio, eles são considerados os autores de um esquema envolvendo financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O caso está com o ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça.


Segundo a Polícia Federal, o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, delator da Acrônimo — também denunciado — intermediava propinas de Marcelo Odebrecht para Pimentel em troca de atuação do então ministro do Desenvolvimento em projetos na Argentina e em Moçambique. Os repasses eram feitos em hotéis em São Paulo, entre 2012 e início de 2014, às vésperas de o petista deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e sair candidato ao governo de Minas. Para isso, eram usadas “palavras-chave ou senhas para identificação dos representantes de cada parte no esquema criminoso”.

 

O advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, disse ao Correio que as acusações são baseadas apenas em afirmações de delatores. “A denúncia foi feita com base exclusivamente em depoimento de colaborador e não se ampara em nenhum meio de prova admitido pela Justiça”, afirmou. “Imputa responsabilidade a alguém que apenas presidia um órgão colegiado e não podia tomar decisões sem a aprovação de seus membros. O STF diz, diariamente, que não poderá haver condenação baseada unicamente em depoimento de colaborador.” Os demais advogados dos denunciados não retornaram os contatos ou não foram localizados.

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