Índios afetados por obras do Maracanã comemoram prisão de Cabral

Sob vaias e gritos, o ex-governador foi levado pela PF preso por suspeitas de receber propina de empreiteiras

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 17/11/2016 13:32

Érica Ramalho/ GERJ (09/04/2013)

A prisão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) vem atraindo curiosos desde cedo à sede da Polícia Federal (PF), no centro do Rio. No início da tarde desta quinta-feira (17/11), chegou ao local um grupo de indígenas da Aldeia Maracanã, afetada pelas obras de reforma do estádio do Maracanã, na zona norte do Rio - uma das fontes de propina pagas por empreiteiras a Cabral, segundo o Ministério Público Federal.

Os índios, que trouxeram maracás (chocalhos), cantavam e dançavam. "Viemos comemorar, nos regozijamos dessa prisão. Esperamos por isso há três anos. Chegou o grande dia", disse o historiador Micael Baré, de uma etnia originária da região amazônica.

Leia mais notícias em Política

"A gente sabia que tinha corrupção ali. Fomos os primeiros afetados. Ouvi no rádio que ele estava preso e vim. Ele foi nosso algoz. Fizemos um ritual da purificação, que pune quem nos fez mal, e está caindo um a um: (o empresário) Eike Batista, a (ex-presidente) Dilma (Rousseff), agora o Cabral".

Por volta das 13h15, cerca de 50 pessoas estavam observando a movimentação de policiais e jornalistas. Elas aplaudiam a prisão, e culpavam Cabral pela crise no Estado. "Cabral ladrão!", "Vai pra Bangu!", gritavam.

Por Agência Estado
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
marcos
marcos - 17 de Novembro às 17:28
Que maravilha. VIVA O RITUAL DE PURIFICAÇÃO. Vou abrir um templo para Índios.