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Geddel cai e Michel Temer perde o sexto ministro em seis meses

Geddel é o primeiro ministro do núcleo palaciano a deixar o governo Temer

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postado em 25/11/2016 11:05 / atualizado em 25/11/2016 19:54

Paulo de Tarso Lyra /Correio Braziliense

Minervino Junior/CB/D.A Press

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, não resistiu ao tiroteio político e decidiu entregar o cargo na manhã desta sexta-feira (25/11). Geddel foi acusado de pressionar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorizasse a construção de um residencial em uma área nobre tomada em Salvador.

 

Calero pediu demissão na semana passada por conta do episódio afirmando que Geddel teria ameaçado levar o caso ao presidente Michel Temer caso não fosse atendido. Em depoimento à Polícia Federal (PF), Calero também afirmou - em versão confirmada por Temer -, ter conversado sobre o caso com o presidente da República.

 

Em nota oficial divulgada quinta (24/11), Temer confirmou que se reuniu com Calero para buscar "arbitrar divergências entre os ministros". O caso chegou à Procuradoria Geral da República (PGR) que analisava a possibilidade de abrir um inquérito contra Geddel por "advocacia administrativa" - que se trata de utilizar cargos públicos para tratar de interesses privados.

 

Geddel é o primeiro ministro do núcleo palaciano a deixar o governo Temer, mas o sexto a cair em pouco mais de seis meses. Antes dele, já haviam saído do governo, o próprio Calero, Romero Jucá, do Planejamento, e Fábio Medina, da Advocacia-geral da União (AGU).


O Planalto espera assim, estancar a crise política, mas fica em posição delicada, pois Geddel era o responsável por negociar com o Congresso a votação de matérias importantes como a PEC do teto de gastos, que ainda precisa ser votada no Senado.

Reprodução

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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RAIMUNDO
RAIMUNDO - 25 de Novembro às 14:45
Realmente, chegamos a época em que Rui Barbosa falou que iriamos chegar a época que a regra comportamental das pessoas seria a picaretagem, realmente hoje se tem vergonha de ser honesto. Os homens público "polítocos" de nosso País praticam advocacia administrativa(crime administrativo claro ) e os demais políticos estão dando razão a essas pessoas, isso é incrível. Acorda Brasil. Estamos pendurados com a broxa na mão sem a escada.

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