Odebrecht: governo 'deixava pontas soltas' em medidas provisórias

O delator afirma que não era incomum o governo deixar pontas soltas para ter que ajustar via relator no Congresso

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postado em 12/04/2017 18:40

Em sua delação premiada, o presidente afastado da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, afirmou em seu Termo 31 da delação premiada fechada com a Procuradoria Geral da República (PGR) que o "custo Congresso" aumentava com as "pontas soltas" deixadas pelo governo federal na edição de medidas provisórias (MPs).

 

"(Em) várias MPs, não era incomum o governo deixar pontas soltas e a gente ter que ajustar via relator no Congresso", disse o presidente afastado. "Isso aumentava o custo no Congresso".

 

O delator explicou ainda que o termo 31 trata do regime de tributação de lucros no exterior/pleito de favorecimento fiscal "Esse é um dos temas que transitou na minha agenda com o Guido", afimou Odebrecht.

 

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Marcelo disse que no governo federal o assunto foi tratado com senador Romero Jucá (PMDB-RO) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Senado e na Câmara, e com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, identificado como um dos interlocutores do delator com o governo Dilma Rousseff para acertos de propinas para o PT. Guido era identificado nas planilhas secretas do grupo com o codinome "Pós-Itália".

 

Em defesa às acusações de Odebrecht, o senador Romero Jucá afirmou que esté à disposição da Justiça para prestar qualquer informação: "Nas minhas campanhas eleitorais sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas".

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