Lula será "substituído" por Mandela no 21 de abril em MG

O orador da cerimônia de entrega da medalha da Inconfidência, que também seria o petista, será Pimentel

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postado em 19/04/2017 15:44 / atualizado em 19/04/2017 17:10

Filipe Araújo/Divulgação
 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será "substituído" pelo ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, como principal homenageado pelo governo de Minas no 21 de abril. Depois da desistência da participação do petista na cerimônia, o Palácio Tiradentes informou nesta quarta-feira (19/4) que a escolha foi pelo pelo grande líder pacifista, morto em dezembro de 2013.

De acordo com o governo de Minas, “o Grande Colar erá entregue ao ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, in Memorian, por seu trabalho na luta pela paz, pela união dos povos e pela liberdade”. A comenda vai ser recebida pelo embaixador da África do Sul no Brasil, Joseph Mashibye. 
 

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O orador da cerimônia, que também seria o ex-presidente Lula, será o próprio governador Fernando Pimentel. A lista de homenageados será publicada nesta quinta-feira. 

Clima ruim para políticos

Segundo um aliado do governador Fernando PImentel (PT), a decisão de não trazer Lula a Minas foi um consenso. “O próprio Lula foi o primeiro a achar que não era o melhor momento para ninguém, que é hora de se preservar o máximo possível”, afirmou a fonte. 

O entendimento foi que não seria a melhor ocasião para antecipar o lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência em 2018. “Ficou confortável para o governador Pimentel”, reconheceu o aliado. 

Investigado

Lula é um dos ex-presidentes que figuram entre os nomes sobre os quais o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pediu investigação. Como ele não tem mais foro privilegiado, o caso foi remetido ao juiz Sérgio Moro. 

Desde o anúncio da possibilidade de vinda de Lula a Minas, movimentos se manifestaram nas redes sociais contra a visita do petista. 

Apesar de Lula estar na lista dos delatados da Odebrecht e, na avaliação de alguns, ter se complicado depois da divulgação de vídeos dos ex-executivos da empreiteira, a fonte próxima a Pimentel garante que a desistência já tinha ocorrido antes da “Lista de Fachin”.
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