Milhares protestam contra as reformas e pedem a saída de Temer na Esplanada

Manifestação organizada pela CUT e pela Força Sindical reúne cerca de 25 mil pessoas por volta do meio-dia desta quarta-feira (24/5)

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postado em 24/05/2017 12:58 / atualizado em 24/05/2017 14:18

 
Aos gritos de "ou param as reformas, ou paramos o Brasil", sindicatos e movimentos sociais protestam em Brasília, nesta quarta-feira (24/5), reunindo dezenas de milhares de pessoas. À frente do movimento, que também pede a saída do presidente Michel Temer, estão a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que programaram, após concentração na região central da cidade, uma caminhada até o Congresso Nacional para pressionar o governo e a bancada de apoio ao Planalto no Congresso a recuarem nas reformas trabalhista e previdenciária.

Em cima de um trio elétrico, o deputado federal Paulinho da Força (Solidarieda-SP), que apoiou o impeachment de Dilma Rousseff e a ascensão de Michel Temer ao Planalto, disse que o novo governo excluiu os trabalhares. Segundo ele, se a categoria não for ouvida, vai "paralisar o Brasil". "A reforma trabalhista destrói a organização sindical, desorganiza a classe, tira os direitos e terceiriza todo mundo", bradou. Um pouco mais cedo, Paulinho disse que as centrais planejam nova greve geral, que pode ocrrer "em 15 ou 20 dias"

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que trabalha para garantir a aprovação das reformas propostas pelo governo Temer, marcou uma reunião com representantes de sindicatos para as 13h. As reformas, no entanto, têm avançado no Congresso. A trabalhista avançou ontem no Senado, após sessão tumultuada, e está pronta para ser votada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Incomodados com a ausência de deputados que prometeram se juntar à manifestação, os participantes gritaram "Ô deputados, cadê vocês? Viemos aqui para ver vocês."
 

Ônibus e manifestantes


Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, por volta do meio-dia, 25 mil pessoas participavam do ato. Às 13h30, a organização do ato estimou o público em 200 mil. As entidades organizaram caravanas para trazer trabalhadores a Brasília. Mais de 300 ônibus chegaram à capital desde ontem, vindos de diversos estados, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Maranhão. A esses trabalhadores, juntam-se manifestantes moradores do Distrito Federal.

Os veículos foram parados e revistados ainda nas rodovias que dão acesso ao Distrito Federal. Em alguns deles, a Polícia Militar confiscou paus e pedras. Outra medida de segurança adotada foi a revista dos manifestantes antes de acessarem a Esplanada dos Ministérios. Preocupados com uma possível repercussão negativa, em caso de atos violentos, os líderes sindicais anunciam a todo momento no carro de som que nenhum mascarado vai entrar no movimento. "Estamos de olho", avisam, e pedem para que aqueles com rosto coberto tirem as máscaras.

Também por questões de segurança, as pistas da Esplanada dos Ministérios foram interditadas desde a 0h desta quarta-feira. A medida, aliada à paralisação dos rodoviários, que levou mais pessoas a tirarem o carro da garagem, acabou gerando transtornos no trânsito da cidade.
 
Na altura da Catedral, a Polícia Militar realizou uma barreira para revistar os manifestantes. Todos os manifestantes precisaram retirar os mastros das bandeiras. Os militares proibiram, ainda, a passagem de carros de som na região, alegando que os veículos só podem passar a partir de 14h. O deputado Paulinho da Força desceu do carro de som e tentou negociar com os policiais. Sem sucesso, só os manifestantes seguram em direção ao Congresso.

Durante o ato chegaram os parlamentares Randolfe Rodrigues (Rede), Jandira  Feghali (PCdoB),  Wasny de Roure (PT), Lindberg Faria (PT), Gleisi Hoffman (PT), Humberto Costa senador (PT) e Paulo Pimenta (PT). O grupo aderiu a manifestação aos gritos de "fora Temer".
 
Em discurso, parlamentares pediram eleições diretas. A senador Randolfe Rodrigues (Rede) defendeu que a saída da crise é a "direta já". "Aqui, são trabalhadores dizendo que não aceitam esse governo corrupto e ilegítimo e inconstitucional do senhor Michel Temer", discursou o senador.

Já a senadora Lídice da Mata (PSB), classificou o governo como moribundo. "Este governo moribundo já acabou e a presença do povo é para dizer não aceitamos nenhum direito a menos, não a reforma trabalhista, sim as diretas". 


Confusão

Em frente ao Congresso Nacional, a PM montou uma corrente de segurança com cavalos e carros. Manifestantes tentaram passar o bloqueio e a polícia soltou gás de pimenta. No caro de som, lideranças pediam para que manifestantes "acalmassem os ânimos" e respeitassem o bloqueio, para que o ato seguisse pacífico. 
 
Com informações da Agência Estado 
 
Minervino Junior/CB/D.A Press
 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Silvio
Silvio - 24 de Maio às 15:33
Esses comentários apoiando o temer só pode ser dos comissionados, que serão demitidos com a queda do golpista ou de gente vagabundo que não deveria ter nascido no Brasil.
 
Marcos
Marcos - 24 de Maio às 14:51
Não sei que está fazendo essa contagem, mas com certeza é superfaturada. Outra coisa, manifestante é o que vai de livre vontade, sem receber pra isso, como nas manifestações pra expurgo de Dilma. O princípio não se aplica ao caso.
 
Marcos
Marcos - 24 de Maio às 14:51
Não sei que está fazendo essa contagem, mas com certeza é superfaturada. Outra coisa, manifestante é o que vai de livre vontade, sem receber pra isso, como nas manifestações pra expurgo de Dilma. O princípio não se aplica ao caso.
 
carlos
carlos - 24 de Maio às 14:32
FORA OLIGARQUIA QUE QUER QUE O POVO PAGUE O PATO!
 
carlos
carlos - 24 de Maio às 14:32
DEVE TER 50 MIL AGORA!
 
ANDRE
ANDRE - 24 de Maio às 14:26
Com o apoio desses políticos aí.... eu nunca iria a uma passeata... kkkk Força Temer... Não ao imposto sindical obrigatório... Não ao PT e sua turma... sim ao Brasil....
 
Maurício
Maurício - 24 de Maio às 13:32
25 mil? Não tem nem 10...