Policiais e manifestantes entram em confronto na Esplanada dos Ministérios

Mais de 25 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar do Distrito Federal, estão no local para protestar contra as reformas propostas pelo governo federal e pedir a saída do presidente Michel Temer

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postado em 24/05/2017 14:45 / atualizado em 24/05/2017 15:57

 

Policiais e manifestantes entraram em confronto na tarde desta quarta-feira (24/5) na Esplanada dos Ministérios. Mais de 25 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), estão no local para protestar contra as reformas propostas pelo governo federal e pedir a saída do presidente Michel Temer. Os organizadores falam em 200 mil.

 

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A confusão começou quando manifestantes que estavam próximos à Alameda dos Estados, em frente ao gramado do Congresso Nacional, derrubaram grades que isolavam o local. A polícia então respondeu lançando bombas de efeito moral e gás de pimenta no grupo. Em seguida, os participantes do protesto passaram a lançar pedaços de madeira, pedras, garrafas e outros objetos contra a polícia. Eles também gritaram palavras de ordem contra a PM.

 

 

 

O clima no local ficou bastante tenso. O Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque) e a cavalaria da PM agiram. Há registro de confrontos em ao menos três cordões de isolamento formados pela polícia. Os manifestantes derrubaram alguns banheiros químicos e se protegeram atrás deles.

 

Ainda não há um registro oficial, mas a reportagem flagrou ao menos duas pessoas feridas e uma sendo detida. Mesmo com toda a situação, os organizadores da marcha, em um carro de som, pediam para que as pessoas continuassem no local e gritavam que a "PM não tem o direito de acabar com o protesto".

 

 

 

Houve uma tentiva de invasão à sede do Ministério da Fazenda. Alguns vidros foram quebrados e o prédio precisou ser esvaziado. Um incêndio começou no interior do Ministério da Agricultura.

 

O deputado Givaldo Carimbão (PHS-AL), que participa do ato, definiu a confusão como "lamentável" e pediu que os manifestantes reagissem dizendo "Fora, Temer". "Estou aqui solidário aos trabalhadores que vieram dizer que o presidente da República não tem mais condições de governar o Brasil", afirmou.

 

Outro deputado, Vicente Paulo da Silva, conhecido como Vicentinho (PT-SP), afirmou que já participou de outras marchas e que os trabalhadores "nunca foram tratados assim". "A sociedade está acompanhando, está vendo e vamos estar juntos até o fim", disse. 

 

A deputada Érika Kokay subiu ao trio elétrico e pediu ao governador Rodrigo Rollemberg que a polícia não "tratasse mal os trabalhadores". "Chega de brutalidade", exigiu. Na rua, a polícia jogava bombas de efeito moral e avançava. Um carro do Corpo de Bombeiros apagava as barricadas criadas por manifestantes.

 

 

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Jorge
Jorge - 24 de Maio às 16:25
Uma vez mais um grupo de anarquistas se misturou entre os manifestantes e começaram a fazer suas arruaças, ações bem típicas desse grupo como todos sabemos. Um movimento que poderia ter sido pacífico e bem feito transformou-se em mais um episódio triste e lamentável por parte daqueles que adotam o lema, "Quanto pior, melhor".