Apesar da pressão governista, Renan permanece na liderança do PMDB

Nos últimos meses, Renan Calheiros tem adotado posição contrária ao governo e, principalmente, às reformas trabalhista e previdenciária

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postado em 31/05/2017 06:00 / atualizado em 31/05/2017 07:58

Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Em mais uma demonstração de força, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), conseguiu permanecer à frente da bancada mesmo após o pedido do presidente Michel Temer para que o partido resolvesse o problema. Nos últimos meses, o parlamentar tem adotado posição contrária ao governo e, principalmente, às reformas trabalhista e previdenciária. Em reunião que durou mais de três horas, havia até a possibilidade de que a bancada votasse pela manutenção ou não de Renan no cargo, mas não houve maioria no entendimento sobre a destituição do líder.

 

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De acordo com peemedebistas, ficou decidido que a bancada, na maioria, apoiará a reforma trabalhista da forma como está sendo proposta pelo relator da matéria na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), mas não há unanimidade em relação ao tema nem garantia de todos os votos. Líder do governo no Senado, o senador Romero Jucá (RR) minimizou os conflitos. “Pequenas divergências têm até nas melhores famílias, quanto mais em um partido político grande como é o PMDB.”

Jucá explicou que a legenda decidiu que, quando houver algum tema mais polêmico, a bancada vai aferir a posição que será adotada pela maioria. “Tivemos uma reunião bastante longa, discutindo a relação e, por ampla maioria, tomamos dois posicionamentos. Aprovamos a decisão de votar e apoiar o relatório da trabalhista e aprovamos também, por ampla maioria, uma moção de apoio e solidariedade ao presidente Michel Temer”, disse.

Entretanto, em entrevista concedida minutos depois, Renan mostrou que nem todas as arestas da bancada foram aparadas. O senador deixou claro que a maioria fechou questão em relação à reforma trabalhista, mas não confirmou a moção de apoio ao presidente Temer. “Nós não discutimos liderança porque há uma evidente continuidade na manifestação da maioria em relação à manutenção do líder e não discutimos também essa perspectiva de se fazer um apoio incondicional ao presidente”, afirmou Renan.

Questionado, o líder do PMDB reafirmou que o apoio não foi aferido pelos peemedebistas. “A única manifestação aferida na bancada foi em relação à posição majoritariamente a favor da reforma trabalhista. Se aferiu um a um, tomando a posição de cada um e há evidentemente, uma maioria, mas muitos ainda mantêm a divergência.”

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