Lava-Jato mira propinas de R$ 12,5 milhões na merenda do Rio de Janeiro

O principal alvo da Operação Ratatouille, desdobramento da Lava-Jato no Rio de Janeiro, é um empresário do ramo de venda de merenda escolar e quentinhas para presídios

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postado em 01/06/2017 06:41 / atualizado em 01/06/2017 07:31

Investigações da Polícia Federal (PF) indicam o pagamento de ao menos R$ 12,5 milhões em propinas a autoridades públicas pelo empresário do ramo de alimentação Marco Antônio de Luca, do grupo Masan, que mantinha contratos com o Governo do Estado do Rio de Janeiro. A Operação Ratatouille, um desdobramento da Operação Lava-Jato no Rio, coloca 40 policiais federais, nesta manhã de quinta-feira (1°/6), para cumprir um mandado de prisão preventiva contra Marco Antônio, além de 9 ordens de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal (RJ), na capital fluminense.

 

As apreensões ocorrem em endereços na Barra da Tijuca, Centro, Ipanema e Leblon e nos municípios de Mangaratiba e Duque de Caxias. O objetivo, segundo nota da Polícia Federal, é desarticular o esquema criminoso de desvio de recursos destinados ao fornecimento de merenda escolar e alimentação de detentos no Rio, tendo como contrapartida o pagamento de propina a autoridades públicas.  A ação de hoje é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal.

 

De acordo com a PF, Marco Antônio de Luca deve ser indiciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele deve ser encaminhado ao sistema prisional do estado. O nome da operação, segundo a PF, faz referência a um jantar em um restaurante de alto padrão em Paris, no qual estavam presentes diversas autoridades públicas do estado do Rio de Janeiro e empresários que possuíam negócios com o Estado. O Ratatouille é um prato típico da culinária francesa.

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