Rocha Loures deve ser transferido para a Papuda na segunda-feira

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures foi preso nesta manhã em Brasília. Ele é investigado por supostamente agir em nome de Temer para interceder junto à diretoria do Cade em benefício da JBS

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postado em 03/06/2017 11:57

Antonio Cunha/CB/DA Press

A previsão da Polícia Federal (PF) é de que o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial do presidente Michel Temer, seja transferido na segunda-feira (5/6) para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Loures foi preso na manhã deste sábado (3/6) por força de um mandado de prisão assinado na noite desta sexta-feira (2/6) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). O ex-deputado permanece na Superintendência Regional da PF na capital. 

O ex-deputado Rocha Loures é investigado por supostamente agir em nome de Michel Temer e na condição de "homem de confiança" do presidente para interceder junto à diretoria do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) - órgão antitruste do governo federal - em benefício da JBS. Ele foi flagrado correndo por uma rua de São Paulo carregando uma mala estufada de propinas da JBS - 10 mil notas de R$ 50 somando R$ 500 mil. 

A prisão de Loures já havia sido pedida pela PGR, mas foi negada por Fachin. Na ocasião, o ministro do Supremo argumentou que a prisão era imprescindível, mas Rocha Loures tinha imunidade parlamentar por ainda ocupar o cargo na Câmara. Como ele voltou a ser suplente de deputado - quando foi formalizada a posse do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que saiu do Ministério da Justiça e retornou à Câmara -, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, refez o pedido ao STF.

O advogado disse que Loures está tranquilo e deve usar seu direito constitucional a permanecer em silêncio. "A defesa está extremamente surpresa. Não acreditava que poderia acontecer. Poderiam ter respeitado a defesa e seu recurso", afirmou. Bitencourt apresentou recurso contra o segundo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para prender o ex-assessor do presidente Michel Temer. "O que esperamos é que, se não for uma prisão para forçar delação, que ele (Fachin) leve o caso para julgamento na terça-feira", completou Bitencourt. 

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