Ministros debatem ampliação do escopo da ação que pode cassar Temer

Três magistrados se posicionaram contrariamente a possibilidade outros dois são favoráveis

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postado em 08/06/2017 10:39

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) debatem desde o início da sessão que julga a cassação da chapa Dilma-Temer, se a inclusão dos depoimentos de executivos da Odebrecht, além do casal de marqueteiros Mônica Moura e João Santana, podem ser incluídos na ação. Parte dos magistrados é contra a possibilidade que consta no voto do ministro relator, Herman Benjamin. 

O presidente do TSE, Gilmar Mendes, além dos ministros Napoleão Nunes e Admar Gonzaga Neto, são contrários a inclusão dos depoimentos pois fogem do escopo inicial. Tanto o relator, quanto o ministro Luiz Fux, sinalizaram que são favoráveis a possiblidade. "Não se pode julgar sem atentar para a realidade política que se vive hoje. Somos uma Corte. Avestruz é quem enfia a cabeça", disse Fux.

O advogado do presidente Michel Temer, defendeu que o abuso de poder econômico não é causa de pedir e que o tribunal estaria ampliando em excesso o escopo do processo. Benjamin, entretanto, se posicionou contra a avaliação do defensor do chefe do Executivo. "O que a defesa está querendo, com todo o respeito, é levar o corpo probatório à autópsia ainda vivo. Eu não apresentei a minha análise das provas. Com todo o respeito, é o que estamos tratando aqui”, disse. 

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