Com voto decisivo de Gilmar Mendes, chapa Dilma-Temer é absolvida no TSE

Por quatro votos a três, os ministros concluíram que não houve abuso de poder político e econômico

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postado em 09/06/2017 20:27 / atualizado em 09/06/2017 20:55

Luís Nova/Esp. CB/D.A Press

 
A chapa Dilma-Temer é absolvida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta sexta-feira (9/6). Por quatro votos a três, os ministros concluíram que não houve abuso de poder político e econômico por parte dos vencedores das eleições de 2014.
 
O placar já estava começando a se desenhar na quinta-feira. Na mesma noite, os magistrados decidiram pela exclusão dos depoimentos dos delatores da Odebrecht do processo que pedia a cassação da chapa. O relator Herman tentou, com grande insistência e um longo voto, convencer os colegas que a Lava-Jato entrasse no julgamento. Conhecido pela rigidez e seriedade, ele também defendeu a condenação dos políticos.


Como foram os votos

O ministro Herman Benjamin votou pela cassação da chapa. Conforme ele, o processo comprovou abusos de poder econômico e político durante a campanha eleitoral.  No caso específico relacionado a uma possível separação de contas, o magistrado destacou que está comprovado nos autos processuais que as despesas do então candidato a vice foram pagas com recursos do caixa comum da campanha presidencial. 

O ministro Napoleão Nunes Maia foi o segundo a votar, contra a cassação. Ele, que já havia se manifestado contrário ao uso dos depoimentos dos delatores da Odebrecht no processo, defendeu que as propinas pagas pela empreiteira a políticos têm que ser investigada na esfera criminal, não eleitoral.

Terceiro ministro a falar, Admar Gonzaga acompanhou Napoleão Nunes e desempatou, pró-Temer, o julgamento do pedido de cassação da chapa presidencial de 2014. Ele também confirmou que a ação levaria em conta as delações ou os depoimentos prestados pelos ex-executivos da Odebrecht.

O ministro Tarcisio Vieira foi o terceiro a votar. O magistrado, que seguiu os entendimentos dos juízes Napoleão Nunes e Admar Gonzaga, destacou que faria distinção entre as fases pré e pós Odebrecht. Vieira diz que não há como aferir credibilidade dos testemunhos dos delatores, que devem ser relativizados, com cautela.

O ministro Luiz Fux acompanhou o relator Herman Benjamin e defendeu a cassação da chapa Dilma-Temer. Alegou que existem provas inequívocas de abuso de poder econômico e pagamento de propinas para financiar campanhas eleitorais. E moeu o argumento de outros ministros de que as delações da Odebrecht não deveriam ser levadas em conta no processo.

Antes do voto de minerva de Gilmar Mendes, a ministra Rosa Weber pediu a cassação da chapa. Ela voltou a afirmar que as delações dos ex-executivos da Odebrecht deveriam ter sido incluídas no processo. Ela ainda ressaltou que o voto do relator era "histórico".

O ministro Gilmar Mendes votou pela absolvição, o que não foi nenhuma surpresa, pois ele já havia deixado claro sua posição ao longo do julgamento, marcado por diversos embates entre os juízes. 
 

PLACAR

A favor
Herman Benjamin (relator)
Luiz Fux
Rosa Weber

Contra
Napoleão Nunes
Admar Gonzaga
Tarcísio Vieira
Gilmar Mendes 
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Gilson
Gilson - 10 de Junho às 08:41
Até parece que estamos na Itália, tudo aqui se acaba em pizza, puta merda.
 
gercina
gercina - 10 de Junho às 07:04
Hoje vimos que a democracia faz parte de um conto de fadas, por mais provas que se tenha mostrando o caixa 2 existe nao foi possivel fazer justiça,, precisamos mudar a lei, ministros tem que ser atraves de concurso publico, assim nao iriam os que as vezes sequer conseguiram passar em um prova, hoje vemos claramente o ministro fazendo papel de defensor daqueles que o acolhem, explicito as viagens e visitas de um certo ministro junto a Temer, nao o chamo de presidente por que nao é, fizeram o certo ao tirar a Dilma mas entregaram o país a outro vendido, vergonha!!!!
 
José
José - 10 de Junho às 06:42
Essa é a gargalhada do escárnio, deboche da nação brasileira.
 
José
José - 10 de Junho às 06:31
Infelizmente vivemos em um país de ironias explicitas, aonde o errado é que está certo. Aonde os pseudos defensores da justiça, apesar de vastas apresentações de provas, nos consideram palhaços, imbecis do País.
 
jorge
jorge - 09 de Junho às 22:18
Você leitor que vem acompanhando o desenrolar da corrupção no Brasil, que entra e sai governo, ministros, políticos e julgamentos por supremos tribunais tendiosos aos governos.Com sinceridade temos outra opção se não for uma intervenção conjunta povo e militar fechar este congresso e a elaboração de uma nova constituição feita por não politicos.
 
Marcia
Marcia - 09 de Junho às 21:41
VERGONHA NACIONAL O JULGAMENTO DO TSE SOBRE A CHAPA DILMA-TEMER! Desculpem-me, MAS ESSE JULGAMENTO É UMA VERGONHA! CORRUPÇÃO COMENDO SOLTA, CONTRIBUINTES PAGANDO E UMA CORTE, COM CONDUÇÃO DE MINISTROS, VEM A PÚBLICO FAZER UMA VERGONHA NACIONAL DESTAS.......... CORRUPÇÃO É CORRUPÇÃO, CAIXA 2 É VERGONHA, MANIPULAM A LEI DE ACORDO COM AS CONVENIÊNCIAS! PELO AMOR DE DEUS, A QUEM BRASILEIROS PODERÃO RECORRER?
 
Marcia
Marcia - 09 de Junho às 21:19
TSE:vergonha nacional! Desculpem-me ministros, MAS ESSE JULGAMENTO É UMA VERGONHA! CORRUPÇÃO COMENDO SOLTA, CONTRIBUINTES PAGANDO E UMA CORTE, COM CONDUÇÃO DE MINISTROS, VEM A PÚBLICO FAZER UMA VERGONHA NACIONAL DESTAS.......... CORRUPÇÃO É CORRUPÇÃO, CAIXA 2 É VERGONHA, PELO AMOR DE DEUS, A QUEM BRASILEIROS PODERÃO RECORRER?