Popularidade de Temer cai para 7% e maioria de brasileiros quer renúncia

Este nível é inferior aos 13% que a ex-presidente Dilma Rousseff tinha antes de sofrer o impeachment

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postado em 24/06/2017 12:41 / atualizado em 24/06/2017 12:57

Evaristo Sa/AFP

 
A popularidade do presidente Michel Temer caiu para 7%, o pior número para um presidente nos últimos 28 anos, e 65% dos brasileiros querem a sua saída diante da crise política que o cerca por acusações de corrupção, segundo pesquisa do Datafolha publicada neste sábado.
 
 
Temer tinha 9% de aprovação antes de, em 17 de maio, ser revelada uma gravação em que parece dar o seu aval ao pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha e de o Supremo Tribunal Federal (STF) abrir uma investigação por corrupção, obstrução da justiça e organização criminosa.

Este nível é inferior aos 13% que a ex-presidente Dilma Rousseff tinha antes de sofrer o impeachment.

A gestão de Temer é considerada ruim ou péssima por 69% da população e regular por 23%.

Em abril estes índices estavam em 61% e 28%.

Apenas o presidente José Sarney teve uma popularidade mais baixa do que a de Temer, 5% em setembro de 1989, em meio à crise da inflação no país.

Renúncia e eleições diretas

Pela primeira vez desde que Temer assumiu o poder, o Datafolha analisou o apoio a sua possível saída.

Atualmente, 65% dos brasileiros acreditam que seria "o melhor" para o Brasil, enquanto 30% são a favor de sua permanência no cargo.

Embora Temer assegure ser vítima de um complô e tenha se negado a deixar a presidência, sua renúncia é defendida por 76% da população. Cerca de 20% é contra e 4% não soube responder.

Se Temer não renunciar, uma porcentagem ainda maior - 81% - é a favor da abertura de um processo de impeachment. O Congresso tem 20 solicitações nesse sentido, apesar de o procedimento ser longo.

E no caso do presidente deixar o poder por qualquer motivo, 83% dos brasileiros quer a realização de eleições diretas, enquanto somente 12% estão de acordo com eleições indiretas.

Se Temer cair, a Constituição estabelece que o Congresso deve escolher em um prazo de 30 dias a pessoa que irá substituí-lo para completar o mandato até o fim de 2018.

E próxima semana será especialmente delicada para Temer.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar até terça-feira uma ou várias denúncias formais contra o presidente, que devem ser analisadas por dois terços da Câmara de Deputados.

Se as denúncias forem validadas e aceitas pelo STF, Temer deverá se afastar do cargo por 180 dias.

A pesquisa do Datafolha foi realizada entre quarta-feira (21) e sexta-feira (23) com 2.771 entrevistados, com uma margem de erro de 2%.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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ercilia
ercilia - 25 de Junho às 01:46
Eu acho que eu vivo em um bolha dentro de um mundo da fantasia...não consigo visualizar isso no povo, na maioria. Gostar eu sei que ninguém gosta dele...tá, renunciar, diretas já,...e por quem no lugar dele? Lula? ou para variar um pouco um daqueles senadores que gritam o tempo inteiro?
 
Nilton
Nilton - 24 de Junho às 18:16
A constituição é bem clara, a Lei tem que ser aplicada com inteligência. Justiça a todo custo pode gerar grave crise financeira para o Brasil, sendo enormemente prejudicado o povo pobre desse nosso país. Acredito que o bom senso deva prevalecer. Fora Temer, na hora certa.