PF cumpre novos mandados na operação contra desvios no transporte do Rio

Na segunda-feira (3/7), a Operação Ponto Final prendeu 11 pessoas investigadas por integrar um esquema de propinas no setor de transportes do Rio de Janeiro

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postado em 05/07/2017 06:51 / atualizado em 05/07/2017 10:42

O esquema criminoso que atuava no setor de transportes do Rio Janeiro é novamente alvo da Operação Ponto Final, desdobramento da Lava-Jato no estado. Nesta quarta-feira (5/7), a Polícia Federal (PF), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), cumpre mais quatro mandados expedidos pelo Juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, sendo 3 mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva, todas na capital fluminense.

 

As ordens judiciais são um complemento à Ponto Final, deflagrada na última segunda-feira (3/7), na investigação sobre o pagamento de mais de R$ 260 milhões a políticos e agentes públicos. Um dos principais empresários do ramo no estado do Rio, Jacob Barata filho, foi preso ainda na noite de domingo, 2, no aeroporto Internacional Tom Jobim, tentando embarcar para Portugal. Também foram presos na segunda o presidente-executivo da Fetranspor Lélis Teixeira e o ex-presidente do Detro Rogério Onofre.

 

Durante as investigações, foi possível identificar vários núcleos e operadores financeiros da organização criminosa. Nos depoimentos prestados ao Ministério Público Federal, foram confirmados os pagamentos de propinas nos moldes dos realizados pelas empreiteiras, só que dessa vez no setor de transporte público - com o objetivo de garantir tarifas e contratos com o Governo do Estado do Rio.

 

As investigações contaram com depoimentos prestados em sede de colaboração premiada, que detalharam a forma como era feita a custódia do dinheiro em espécie em transportadoras de valores para a posterior distribuição de propina a políticos e agentes públicos. Por meio de documentos e planilhas com registros da distribuição de propina entregues, os colaboradores permitiram identificar a estrutura montada pelas empresas de ônibus e Fetranspor para obter vantagens indevidas nos contratos públicos firmados.

 

De acordo com as investigações, entre 2010 e 2016, Sérgio Cabral recebeu R$ 122,85 milhões. Já Rogério Onofre, ex-presidente do Detro, recebeu R$ 44,1 milhões em propinas pagas pelas empresas de ônibus.

 

Com informações da Agência Estado

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