Integrantes de partidos da base aliada divergem sobre apoio a Temer

Embora alguns partidos tenham se reunido para afinar o rumo dos votos na CCJ, nem todos estão decididos sobre o que fazer e nem sobre até onde se envolver com o futuro do presidente

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postado em 12/07/2017 06:00 / atualizado em 12/07/2017 07:01

Minervino Junior/CB/D.A Press - 10/7/17

O apoio ao relatório contra o presidente da República, Michel Temer, fez com que os partidos favoráveis à continuidade do governo buscassem novas soluções para proteger o chefe do Executivo. Embora alguns partidos tenham se reunido para afinar o rumo dos votos de hoje à tarde, nem todos estão decididos sobre o que fazer e nem sobre até onde se envolver com o futuro do presidente.
 
 
Integrante da base do governo, o PRB chegou a trocar representantes na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) para tentar, com novos votos, impedir o prosseguimento do processo contra Temer. De acordo com o líder do partido, Cléber Verde, trata-se apenas de “um reajuste para priorizar os titulares das vagas, afastados por estarem cumprindo outras obrigações”, e defendeu que as mudanças não podem ser consideradas manobra política para favorecer o presidente, mesmo que a legenda seja a favor de Temer.

Verde disse ainda que “as mudanças foram feitas porque muitos titulares tiveram vontade de reassumir suas vagas e que todos têm respaldo do regimento interno para fazê-lo”. O regimento da Câmara, de fato, prevê que os titulares de comissões tenham o poder de retornar imediatamente a seus assentos, a pedido, após ausência temporária.

Se, de um lado, o PRB parece ter combinado uma votação unânime; do outro, o PPS garante ter recorrido apenas à consciência de cada parlamentar nos procedimentos desta quarta-feira. “A ideia não é fechar questões. Vamos respeitar a autonomia de cada um”, contou o deputado Arnaldo Jordy, líder da legenda na Câmara.

Apoio

O líder do PDT, André Figueiredo, prometeu apoiar o relatório. O documento apresentado pelo relator, em seu entendimento, é “bastante contundente e mostra fortes indícios da matéria a ser apreciada”. Figueiredo também afirmou que o deputado compreende “muito bem” o assunto analisado e possui forte fundamentação jurídica.

Foi o mesmo argumento utilizado pelo próprio Zveiter para se defender das críticas sobre o documento em questão, transformado em ideia e defendido por Figueiredo na reunião pedetista, realizada ontem na Câmara. A finalidade era antecipar e organizar os votos dos parlamentares para votação uníssona hoje à tarde, na CCJ. O grupo acatou o encaminhamento do líder e decidiu apoiar o relatório contra o presidente da República, elaborado após denúncia do procurador-geral da República Rodrigo Janot.

O deputado Alessandro Molon (Rede), integrante da CCJ, apoiou o relatório de Zveiter no plenário, elogiando o documento elaborado pelo colega, o qual qualificou como “sólido”, e disse “sim” para a continuidade do processo contra o presidente da República.

Um dia após a cúpula do PSDB ter transferido para a bancada da Câmara a decisão sobre como votar no processo contra Temer, os deputados tucanos se reuniram para decidir o que fazer. A maioria deles já adiantou ser favorável à continuidade do processo. Cinco dos sete integrantes do partido na CCJ vão votar a favor do relatório do deputado Sérgio Zveiter.
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carlos
carlos - 12 de Julho às 09:56
PRB É UNIVERSAL E MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA É DELES!