Defesa de Lula entra com embargos de declaração contra condenação de Moro

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu da decisão do juiz federal Sérgio Moro de condená-lo a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

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postado em 15/07/2017 17:50

MIGUEL SCHINCARIOL/AFP
 

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu da decisão do juiz federal Sérgio Moro de condená-lo a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

 

Apresentados na sexta-feira (14/7) pelos advogados do ex-presidente, os chamados embargos de declaração pedem que Moro esclareça supostas “omissões, contradições e obscuridades” na decisão.

 

Logo no início da solicitação, a defesa critica a “ausência de imparcialidade” do juiz ao julgar o caso, argumentando que a sentença proferida não considerou elementos que, para os advogados, atestam que Lula não cometeu os crimes.

 

Para solicitar os embargos de declaração, o documento protocolado na 13ª Vara Criminal de Curitiba descreve dez pontos que vão desde omissões de Moro quanto às afirmações da defesa a questionamentos sobre a dosimetria da pena aplicada.

 

A condenação é relativa ao processo que investigou a compra e a reforma de um apartamento triplex no Guarujá, litoral de São Paulo. Na sentença, o magistrado afirma que as reformas executadas no apartamento pela empresa OAS provam que o imóvel era destinado ao ex-presidente.

 

Uma das supostas obscuridades apontadas pela defesa do petista diz respeito à “desqualificação” das declarações de testemunhas que corroboram a tese dos advogados.

 

“Mais descabido, ainda, é o julgador, ao mesmo tempo em que ignora os testemunhos alinhados com a tese defensiva, considerar somente as declarações que convergem com a hipótese acusatória, estas oriundas, obviamente, de delatores e de aspirantes a delatores, como é o caso do corréu Léo Pinheiro (lembre-se, por relevante, que Léo Pinheiro, como corréu, depôs sem a obrigação da verdade e, ainda, durante a negociação de um acordo de delação premiada, como foi esclarecido por sua Defesa).

 

Tal posição, mais uma vez, denota o comprometimento do juízo como castelo teórico construído pela Força-Tarefa “Lava Jato” em relação ao ex-presidente Lula”, escreveram. No tópico referente a supostas omissões de fatos relacionados à transferência do imóvel, a defesa afirma que Moro quis transformar em 'prova' o fato de a OAS Empreendimentos não ter tomado qualquer medida para que Lula e a ex-primeira dama, Marisa Letícia, formalizassem a compra do apartamento, desistissem do negócio ou retomassem o pagamento das parcelas.

 

“Ora, mais uma vez o juízo despreza todo o arcabouço probatório e confere uma interpretação absolutamente descabida aos fatos. A Bancoop não tinha ação para tomar contra D. Marisa. A falecida esposa do e x-p residente Lula tinha um crédito, não uma dívida. Tampouco a OAS Empreendimentos tinha algo a fazer contra D. Marisa. Não havia contrato para obrigar D. Marisa a fazer qualquer pagamento!”, afirma.

 

Repetindo a sustentação de que há “prova cabal” da inocência de Lula, a defesa alega ainda que a OAS “sempre exerceu faculdades de proprietária do imóvel”.

  

Da mesma forma, o documento aponta que, de acordo com as “provas testemunhais”, o ex-presidente “jamais teve a posse do referido triplex”.

 

“Mais uma vez: se a proprietária não transferiu a unidade 164-A para o ex-presidente Lula, tendo inclusive cedido os direitos creditórios sobre a venda do referido imóvel a um fundo administrado pela Caixa Econômica Federal; se o ex-presidente Lula não exercia as faculdades de proprietário ou o corpus intrínseco ao possuidor do bem, qual a vantagem indevida obtida, apta a configurar os crimes de corrupção e lavagem? Nenhuma!", argumenta.

 

Por meio de sua assessoria de imprensa, o advogado Cristiano Zanin Martins informou que entrará com recurso de apelação na segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, depois que o juiz Sérgio Moro julgar os embargos.

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Aminadab
Aminadab - 16 de Julho às 04:59
O Advogado faz o seu trabalho técnico, se o nove dedos NÃO se encontra na LINHA SUCESSÓRIA de acordo com o Código Civil, esse tal triplex deverá CONFISCADO pelo Estado Brasileiro. o 171 do Lula PODERÁ se tornar a "ESTRELA" ABJETA, esse HIPER INTELIGENTE das maldades mil, poderá se tornar em uma pessoa altamente INTOLERANTE junto aos Cidadãos, o que já começa de fato a acontecer, quanto mais esse bolchevista tentar Transformar uma SENTENÇA JUDICIAL em "fato" político, mais cairá em DESCRÉDITO junto ao Povo Brasileiro, alô Lula ALCAPONE, o Povo já sabe das suas sujas Intenções.
 
Gerson
Gerson - 15 de Julho às 22:58
Esse adevogado do lula é da mesma estirpe do adevogado da dilma, os dois são muito fraquinhos. Esse Zonin só sabe chorar e reclamar do Juiz. Eles envergonham a carreira de advogados do País!
 
Gerson
Gerson - 15 de Julho às 22:47
Essa defesa do lula é igualzinha a da dilma, não dá uma dentro, só dá bola fora. As duas defesas são fraquinhas demais. Aposto que a pena exarada pelo Exmo Senhor Doutor Juiz Sergio Moro, imputada aquele chamado pelo PGR de chefe do quadrilhão, será ampliada pela turma de desembargadores do TJF/RS, para no mínimo 16 anos de reclusão em regime fechado. Tem sido assim e assim não será diferente!!!!