Ministro Fachin homologa delação do ex-deputado Pedro Corrêa

Político condenado no mensalão e na Lava-Jato contou detalhes de como surgiu o esquema de desvios na estatal

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postado em 08/08/2017 16:46 / atualizado em 08/08/2017 16:56

ANDRESSA ANHOLETE

 
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou na tarde desta terça-feira (8/8) o acordo de colaboração premiada do ex-deputado federal Pedro Corrêa. O conteúdo da delação ainda está sob segredo de Justiça e foi negociado pelo Ministério Público Federal (MPF). No depoimento, Corrêa cita diversos ministros e ex-ministros, e afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o articulador do esquema de corrupção na Petrobras.
 
 
A Procuradoria Geral da República (PGR) pode solicitar o fim do sigilo do conteúdo da delação, que foi homologada pelo STF por envolver acusados com foro privilegiado. O conteúdo será encaminhado à PGR, que decide sobre quais pontos vai pedir a abertura de inquérito. A procuradoria também vai decidir se inclui trechos da delação em ações já em andamento.

Pedro Corrêa é um político altamente envolvido com a corrupção. Além de pegar 9 anos e cinco meses de cadeia no mensalão, o político foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Ele já foi condenado no escândalo do mensalão e contou detalhes sobre como começaram os desvios na Petrobras. Em depoimento a Justiça, o ex-deputado afirmou que quando foi presidente do Partido Progressista (PP) se encontrava ao menos duas vezes por mês com Lula.

Ele citou a nomeação do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, como uma forma de garantir os desvios e disse que Lula tratou pessoalmente dos repasses de propina. A delação não tinha sido aceita pelo ministro Teori Zavaski, que pediu que voltasse ao MP para ajustes. 
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