Raquel Dodge diz que reunião com Temer teve motivo institucional

Procuradora disse que alertou Temer sobre a possibilidade de o cargo de chefe da PGR ficar vago caso o presidente não lhe desse posse antes da viagem que ele fará aos Estados Unidos

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postado em 13/08/2017 19:45 / atualizado em 13/08/2017 20:01

Antonio Cruz/Agencia Brasil

 
Em meio a críticas recebidas antes mesmo de assumir o comando do Ministério Público Federal, a procuradora Raquel Dodge, que assumirá o cargo em setembro, divulgou nota, neste domingo (13/8), para esclarecer o encontro polêmico fora da agenda do Planalto com o presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu. No comunicado oficial, só redigido cinco dias depois da visita ocorrida dia 8, ela disse que a audiência constou de sua agenda pública e que teve por objetivo discutir a posse no cargo, quando substituirá Rodrigo Janot, prevista para 18 de setembro. "Os fatos que motivaram a reunião são institucionais", afirmou no comunicado.
 

Procurada pela imprensa após um cinegrafista revelar a sua chegada ao Jaburu, Raquel Dodge tentou minimizar as críticas por falta de transparência. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada no dia 9, ela também tinha afirmado que esteve no Jaburu para acertar detalhes de sua posse. As declarações da procuradora, no entanto, não aplacaram as críticas sobre o caráter sigiloso da visita. 

Na nota deste domingo, ela repetiu declarações dadas ao jornal e disse que foi à residência oficial para alertar Temer sobre a possibilidade de o cargo de chefe da Procuradoria-Geral da República ficar vago caso o presidente não lhe desse posse antes da viagem que ele fará aos Estados Unidos, dia 19. Logo, a posse tinha que ser dia 18, pois o mandato de Janot termina um dia antes. "O mandato do atual PGR terminará no dia 17 de setembro. Com isso, caso a posse ocorresse apenas após a viagem presidencial, o Ministério Público da União ficaria sem titular para o exercício de funções institucionais junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Conselho Nacional do Ministério Público, a partir do dia 18", ressaltou a nota.

Os encontros noturnos fora da agenda de Temer no Jaburu têm causado polêmicas. Na noite de 7 de março, ele recebeu o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, que o gravou. Depois, noite do dia 6 deste mês, o presidente recebeu o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. O encontro de Batista veio a público quando o empresário entregou a gravação da conversa com Temer para o Ministério Público, provocando a maior crise do atual governo. Assim como ocorreu no caso da visita de Raquel Dodge, a reunião de Temer com Mendes foi revelada por um cinegrafista que fazia plantão do lado de fora do palácio.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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José
José - 14 de Agosto às 16:27
Se antes da posse, já foi pedir benção para o Temer, imaginem depois da posse.
 
Messias
Messias - 14 de Agosto às 16:23
Já que foi tão institucional, porque não deram a conhecer a todos, à nação por inteiro, do teor de suas palavras? Mais pareceu o encontro do Presidente suspeito com sua advogada de defesa. Entretanto ele deve prestar contas é à nação que lhe paga os salários mensalmente.
 
deusdede
deusdede - 14 de Agosto às 10:44
Já entrou no esquema de defesa do empinado. É uma bricanagem
 
ROBERTO
ROBERTO - 14 de Agosto às 10:29
ACREDITE QUEM QUISER
 
José
José - 14 de Agosto às 10:26
Estou muito curioso para ver a atuação desta Senhora ! ! ! - - - - Mesmo antes, já pisou o TOMATE ! ! !