'Que República é essa?', diz Calero, sobre R$ 22,5 mi de Geddel

Quando estava à frente da pasta da Cultura, Calero deixou o cargo afirmando ter sido pressionado pelo então ministro da Secretaria Geral de Governo para a liberação de um prédio onde havia adquirido um apartamento

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postado em 05/09/2017 19:50 / atualizado em 05/09/2017 19:53

Marcelo Camargo/Agencia Brasil

 
O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero disse não estar "surpreso" com a apreensão de mais de R$ 22,5 milhões - contagem parcial - em um endereço, em Salvador, atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). "Não posso dizer que estou propriamente surpreso. Mas, de fato, é espantoso".
 
 
Calero protagonizou a crise que culminou com a saída de Geddel do governo Temer, em novembro de 2016, quando pediu exoneração alegando que o peemedebista o pressionou. Hoje, Geddel está em prisão domiciliar na Operação Cui Bono?, que investiga desvios na Caixa Econômica Federal.

Quando estava à frente da pasta da Cultura, Calero deixou o cargo afirmando ter sido pressionado pelo então ministro da Secretaria Geral de Governo para a liberação, pelo Iphan da Bahia, de um prédio onde havia adquirido um apartamento.

Nesta terça-feira (5/9) a Polícia Federal, no âmbito da Operação Tesouro Perdido, desdobramento da Cui Bono?, descobriu um apartamento, em Salvador, sem mobília, no qual estavam depositadas oito malas e sete caixas recheadas de notas de R$ 100 e R$ 50 - até as 18 horas, a contagem indicava a fortuna de R$ 22,5 milhões.


"Que República é essa? Depois de testemunhar o 'homem de mais inteira confiança' de Temer correndo com mala de dinheiro, hoje descobre bunker do seu mais próximo ministro, por quem pediu favores especiais, e que se vangloriava de amizade de décadas. Detalhe: envolvidos soltos", afirmou.

Calero ainda disse agradecer "todos os dias pelo discernimento, pela fortaleza", e por ter se "livrado dessa gente inescrupulosa".

Em agosto, Geddel se tornou réu por obstrução de Justiça. O ex-ministro teria atuado para evitar a delação premiada do corretor financeiro Lúcio Funaro, que poderia implicá-lo em crimes de corrupção na Caixa Econômica Federal.
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Sonia
Sonia - 06 de Setembro às 20:52
Realmente é espantoso que Gilmar Mendes e o PT fiquem jogando dardos e outras porcarias no procurador geral da república e não façam nenhuma menção em como um ex ministro de Lula, Dilma e Temer pode ter um bunker com 51 milhões em dinheiro vivo e ainda não está preso? Quanto mais Janot se aproxima do covil dos lobos mais eles uivam. Resta saber para quem? E o que fazem aqueles que os escutam?
 
FREDERICO
FREDERICO - 05 de Setembro às 23:40
Não posso acreditar que este bandido venha a continuar livre, leve e solto, gastando a fortuna que fora roubada da Caixa Econômica, como se nada tivesse acontecido. Certamente ele até poderá dizer que não é dono da fortuna que fora roubada e encontrada no apartamento do seu aliado na roubalheira que praticou.