Janot denuncia Lula e Dilma ao STF por organização criminosa

Documento foi entregue na noite desta terça-feira e envolve ainda os ex-ministros Antonio Palocci, Guido Mantega, Edinho Silva e Paulo Bernardo, além de Gleisi Hoffman e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto

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postado em 05/09/2017 20:26 / atualizado em 05/09/2017 20:30

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou na noite desta terça-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia envolvendo os principais nomes do PT: os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os ex-ministros Antonio Palocci Filho, Guido Mantega, Edinho Silva e Paulo Bernardo, além da atual presidente nacional da legenda, senadora Gleisi Hoffman, e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto. O grupo foi enquadrado no crime de organização criminosa na Operação Lava-Jato.  
 

A denúncia assinada por Janot tem 230 páginas e foi anexada ao inquérito 4.325, que apura se o PT formou uma organização criminosa para desviar dinheiro da Petrobras. 

"Pelo menos desde meados de 2002 até 12 de maio de 2016, os denunciados integraram e estruturaram uma organização criminosa com atuação durante o período em que LULA e DILMA ROUSSEFF sucessivamente titularizaram a Presidência da República, para cometimento de uma miríade de delitos, em especial contra a administração pública em geral", diz trecho da denúncia.

De acordo com Janot, além do núcleo político do PT, a organização era composta também por filiados ao PMDB e PP.
 
Segundo a denúncia, o MPF Verificou o desenho de um grupo criminoso "organizado, amplo e complexo, com uma miríade de atores que se interligam em uma estrutura de vínculos horizontais, em modelo cooperativista, nos quais os integrantes agem em comunhão de esforços e objetivos, bem como em uma estrutura mais verticalizada e hierarquizada, com centros estratégicos, de comando, controle e tomadas de decisões mais relevantes".
 
Nos pedidos, a PGR solicita o recebimento da denúncia pelo STF, o desmembramento do inquérito 4.325 e que os processos envolvendo Paulo Bernardo, João Vaccari e Lula, em tramitação em São Paulo e no Distrito Federal, sejam  remetidos ao Supremo.
 
O caso ficará nas mãos do ministro Edson Fachin, que é o relator da Lava-Jato. Eles serão notificados a apresentar resposta e a Segunda Turma vai decidir se ele viram ou não réus em ação penal.
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Marcelo
Marcelo - 06 de Setembro às 13:49
Os réus vão negar, dizer que desconhecem os fatos apresentados, que as provas não são válidas, e tudo vai acabar mais uma vez como sempre acabou. Em pizza!
 
carlos
carlos - 06 de Setembro às 09:58
O CONGRESSO PODRE COM POLITICOS CRIMINOSOS COMO ANDRÉ MOURA, MARUM, POIS SÃO DA TURMA DO CUNHA QUE COMPRADOS, RASGARAM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DESTITUINDO A PRESIDENTE DULMA E COM APOIO DO STF O QUE É PIOR!
 
carlos
carlos - 06 de Setembro às 08:40
UM SUPREMO QUE SOLTA GEDEL COM 51 MILHÕES EM AP EM SALVADOR? QUE PAÍS É ESSE GENTE?
 
carlos
carlos - 06 de Setembro às 08:39
ESSE PAÍS TÁ DIFICIL, POIS VIMOS UM PROCURADOR DA REPÚBLICA ENVOLVIDO NA JBS! O CARA RECEBEU 3 MILHÕES DE LUVAS, O TAL MILLER, VOIROU SÓCIO DE ESCRITÓRIO PARA DEFENDER JBS E NÃO RESPEITOU A QUARENTENA (3 anos para advogar) APÓS SAIR DO SERVIÇO PÚBLICO! ABSURDO! AGORA JANOT VEM DENUNCIAR LULA, DILMA SEM INQUÉRITO E SEM DEFESA?
 
Vaneide
Vaneide - 05 de Setembro às 23:10
O trem agora dezando pra eles.