Lula negociou repasse de R$ 300 milhões ao PT, diz Antônio Palocci

Em depoimento à Justiça, o ex-ministro incriminou Lula em ações envolvendo propinas da Odebrecht

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postado em 06/09/2017 17:54 / atualizado em 06/09/2017 21:29

Cadu Gomes/CB/D.A Press - 2006

 
Antônio Palocci afirmou, em depoimento nesta quarta-feira (6/9), que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou de perto repasses de propina da Odebrecht para o Partido dos Trabalhadores (PT) que totalizaram R$ 300 milhões. Ao ser ouvido pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, o ex-ministro da Economia disse ainda que Lula recebeu, pessoalmente, R$ 4 milhões em espécie. As informações foram dadas por seus advogados.
 
 
Ainda segundo os advogados, que confirmaram a negociação um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), Palocci também afirmou que a empreiteira destinou dinheiro para a compra da sede do Instituto Lula. A audiência com Moro ocorreu para colher depoimentos de envolvidos nos repasses de propina por parte da construtora Odebrecht. "Ficou clara toda a participação do ex-presidente Lula", afirmou o advogado Adriano Bretas.   

Depoimento


O Ministério Público Federal aponta que propinas pagas pela empreiteira chegaram a R$ 75 milhões em oito contratos com a estatal. Este montante, segundo a força-tarefa da Lava Jato, inclui um terreno de R$ 12,5 milhões para Instituto Lula e cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo de R$ 504 mil.


Além do ex-presidente, também respondem ao processo o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma), seu ex-assessor Branislav Kontic, o advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e outros três investigados.

Com informações da Agência Estado.

 

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Vaneide
Vaneide - 06 de Setembro às 21:25
Um presidente pobre, do Partido dos Trabalhadores e eleito pelo povo e agora?