Em nota, advogado de Temer critica criminalização da atividade política

Em um texto cheio de ironias ao se referir ao ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, o defensor de Temer diz que o Ministério Público Federal tentou criminalizar o exercício da atividade política ao acusá-lo de organização criminosa

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postado em 04/10/2017 18:23

Além do breve pronunciamento aos jornalistas na tarde desta quarta-feira (4/10), o advogado do presidente Michel Temer, Eduardo Carnelós, divulgou uma nota onde reforça a tese de que a segunda denúncia contra o peemedebista é uma "narrativa confusa", "inepta" e inverossímil". Em um texto cheio de ironias ao se referir ao ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, o defensor de Temer diz que o Ministério Público Federal tentou criminalizar o exercício da atividade política ao acusá-lo de organização criminosa.


"O que se constata é a imputação de prática de crime pelo simples exercício da atividade política, como se esta pudesse existir sem acordos partidários e tratativas visando à aprovação de projetos de leis, entre outros atos pertinentes", diz o advogado. "A pretexto de que o crime de organização criminosa tem natureza permanente, imputaram-se ao Presidente da República fatos anteriores ao exercício do cargo, o que é expressamente vedado pela Constituição. Um dos únicos fatos posteriores foi a nomeação de políticos integrantes do PP para cargos no governo, clara prova de que acusação tem por substrato a criminalização da política", emendou.

Na mensagem, o advogado critica os métodos "sórdidos" utilizados pelo ex-PGR e pelos delatores da JBS para atacar Temer e ressalta que a nova peça é um desdobramento de um processo já "viciado". "O 'arqueiro' resolveu buscar em outro bambuzal material para suas flechas, sem imaginar que os petardos que disparara antes teriam efeito bumerangue e acabariam por revelar os putrefatos meios de que se valera para alvejar Temer", ironizou.

"Como diz o ditado popular, 'a esperteza, quando é muita, vira bicho e engole o dono'. Em sua busca frenética por comprometer Temer, os espertos empresários acabaram por gravar suas próprias conversas, mostrando a forma vil como pretenderam acusar o Presidente da República", completa a nota.

 

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O advogado segue dizendo que os relatos dos delatores foram incapazes de comprovar os crimes imputados ao presidente da República e que as delações serviram apenas aos "propósitos escusos" de Janot. "Não se exigiu verossimilhança e nem mesmo indícios seguros do que seria dito. Bastava o enredo envolver Temer e foi disso que se tratou: construíram uma história 'do Temer'". Na visão do advogado de Temer, a acusação baseada no "ouvir dizer" só se valorizou quando os delatores se comprometeram em "entregar" o peemedebista.

Em um longo texto, Carnelós lembrou que as investigações apontaram indícios de que os delatores estiveram sob orientação de membros do Ministério Público Federal e ressaltou que um dos procuradores deixou a função para defender a JBS. "E, assim, os espertos negociadores da honra alheia puderam constatar que ajudar a disparar flechas pode ser perigoso, pois o manejador do arco pode inverter o curso dos petardos e atingir também seus auxiliares, caso eles se tornem uma ameaça ao projeto original", afirma a nota.

Ao final, o advogado se diz confiante que a Câmara vai enterrar mais uma denúncia contra Temer. "Não se pode negar que a tramoia foi lançada exatamente no momento em que a economia nacional começava a mostrar sinais de recuperação, depois de anos sofrendo os efeitos da crise fabricada pelos dois mandatários anteriores. Importantes reformas estavam sendo votadas e aprovadas pelo Congresso Nacional. O golpe que visava a deposição do Presidente precisa ser novamente frustrado. O País necessita voltar à normalidade e seguir seu curso", conclui.

 

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