Deputados refletem relatório de denúncia na Comissão de Justiça

Base aliada elogia voto de Bonifácio e conta com rejeição do caso; oposição aposta em "surpresa nos números"

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Valter Campanato/Agencia Brasil
Deputados federais da base e da oposição ao governo Michel Temer que estiveram na Câmara hoje opinaram sobre o relatório do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG), lido ontem na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, a favor do arquivamento da denúncia contra o presidente da República. 

Entre os governistas, o entendimento é que a opinião de Bonifácio de Andrada - cuja relatoria do caso criou uma saia justa ao partido - prevaleceu sobre outras polêmicas. "Foi um primor de ética, de responsabilidade, de consciência e de estudo dos poderes", defendeu Darcísio Perondi (PMDB-RS). "Foi duro, implacável, com os negócios que [Rodrigo] Janot fez pro Wesley [Batista, ex-presidente da JBS, hoje preso".

Um dos líderes governistas na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP) também esteve de passagem pelo salão verde. Nas contas do deputado, o relatório de Bonifácio de Andrada deve ser aprovado, sem grandes dificuldades, pela CCJ. Com 66 membros, o número simulado é que 41 votos deverão ser a favor do arquivamento e 24 contra, restando a abstenção do presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).
 

Entre os opositores, o relatório representa "uma afirmação e um apelo ao corporativismo parlamentar", nas palavras do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que também definiu a tarde na comissão como "lamentável". Já para o líder do PT, o paulista Carlos Zarattini, "é evidente que o governo está preocupado com a sua sobrevivência". 

Na opinião do líder, desgastes de Temer com aliados - como ontem, quando Rodrigo Maia arquivou a votação de uma MP de leniência ao Banco Central -  pode indicar uma inversão de números rapidamente. 
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