Placar da segunda denúncia contra Temer: veja como votou cada partido

Com placar menos expressivo se comparado à primeira denúncia, peemedebista garante a permanência no governo até dezembro de 2018. Em entrevista no final da votação, presidente da Câmara diz que é hora de "reparação de danos"

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Minervino Junior/CB/D.A Press

 
Em um dia mais difícil para o Palácio do Planalto do que o enfrentado na primeira denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente Michel Temer se livrou mais uma vez de um processo de investigação. Com o apoio de menos da metade dos deputados — 251 votos favoráveis ao arquivamento, 233 contrários, 25 ausências e 2 abstenções —, o peemedebista se mantém no governo.
 

A rebeldia de parte dos aliados dificultou a vida do presidente, que chegou a se sentir mal ontem com uma obstrução urinária e passou a maior parte do dia internado no hospital (leia mais na página 4). Diferentemente da última denúncia, quando o quórum para a votação foi atingido no início da tarde, parte da base se uniu à estratégia da oposição de não marcar presença. A intenção era pressionar o presidente até o último minuto para ter demandas atendidas. Alguns foram flagrados ao telefone em plenário esperando a confirmação de pedidos para registrar presença. “Essa será a sessão mais cara da história”, comentou um governista que ligava aos ausentes dizendo: “Cadê você? Estou com saudades!”.

O número necessário para iniciar a votação foi atingido depois das 16h, após ameaça do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de encerrar a sessão. A partir daí, foram mais cinco horas de debates e votos nominais sobre relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG). Apesar da derrota, a oposição comemorou o placar com menos apoio a Temer e mais ausências. O número de votos da base não chegou à maioria absoluta da Câmara (257) — quantidade necessária até para abrir votações, aprovar leis complementares e decretos legislativos. Em agosto, quando o governo conseguiu enterrar a acusação por corrupção passiva, o placar foi de 263 votos e 19 ausências.

Mesmo com a derrota, a oposição enxergou o placar como um reflexo de fraqueza. “Essa fragilidade deixa o governo refém de sua base fisiológica, que se alimenta deste vício”, analisa o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ). Já na visão de Darcísio Perondi (PMDB-RS), um dos líderes da base aliada na Casa, a sessão confirma a vitória de uma base aliada consciente. “Agora, Michel Temer vai continuar com tranquilidade a reconstrução do país”, disse. 

A visão, contudo, não parecia estar no discurso do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em entrevista ao fim da sessão, Maia afirmou que o momento é de reparação de danos. “O poder Executivo sempre tem força. Agora é impossível pensar que, depois de duas denúncias, o governo não tenha que avaliar os resultados, os últimos meses e repensar de que forma consegue restabelecer sua maioria. Claro que há um desgaste, mas a melhor resposta é a gente continuar trabalhando.” Maia falou muito sobre a intenção de tocar a agenda econômica do país a partir da próxima semana.

Controvérsias

Antes do meio-dia, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou que a Polícia Legislativa retirasse do corredor da taquigrafia um painel montado pela oposição com as fotos de cada parlamentar e o provável voto em plenário. A decisão foi considerada arbitrária por deputados que protestaram para evitar a retirada do objeto que, diante da resistência, permaneceu onde estava.
 
 
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Tânia
Tânia - 26 de Outubro às 12:36
1. Corrupção passiva O Código Penal, em seu artigo 317, define o crime de corrupção passiva como o de %u201Csolicitar ou receber, para si ou para outros, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.%u201D 2. Art. 1o Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal a ser aplicado. § 1o Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional. 3. Obstrução da Justiça A segunda acusação contra Temer, por obstrução de Justiça, diz também que ele teria %u201Cinstigado%u201D o empresário Joesley Batista %u2013 dono do grupo J&F %u2013 a pagar propina ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao doleiro Lúcio Funaro para que este não fizesse delação premiada; o acordo de colaboração acabou sendo firmado depois. %u201CO que tem sido chamado de obstrução à justiça é o crime do artigo 2, parágrafo primeiro, da Lei 12.850/13%u201D, diz o procurador da República Rodrigo de Grandis: Art. 2o Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa: Pena %u2013 reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas. 1o Nas mesmas penas incorre quem impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa. Mesmo assim, os fascistas continuam no poder e destruindo o País moralmente e economicamente. A lei vai ou não vai punir os infratores?
 
João
João - 26 de Outubro às 11:07
POR ORDEM EXPRESS DAS ORGANIZAÇÕES TABAJARAS-STF FOI DECRETADA IMPUNIDADE INSTITUCIONAL NO BRASIL.