Manuela D'Ávila lança candidatura para presidência nas eleições de 2018

Durante o evento a candidata deu a entender que, caso ganhe as eleições, quer se chamada de "presidenta", assim como foi no governo da ex-presidente Dilma Rousseff

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postado em 17/11/2017 18:52 / atualizado em 17/11/2017 21:50

Reprodução/ Internet

 

A deputada estadual e ex-deputada federal Manuela D'Ávila oficializou sua candidatura pelo PCdoB à Presidência da República para 2018, descartando, assim, a possibilidade de ser candidata a vice em uma eventual chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se eleita, a parlamentar de 36 anos será a mais jovem presidente do Brasil e deverá focar na juventude e nas minorias do país.

 

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Apesar de ter descartado a possibilidade de ser vice de Lula, Manuela defendeu uma possível candidatura do petista. Lula foi convidado para participar do evento, mas, segundo sua assessoria, não deve comparecer. Durante o evento a candidata também deu a entender que, caso ganhe as eleições, quer se chamada de "presidenta", assim como foi no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

 

Questionada sobre a coligação do PCdoB e do PT, a candidata afirmou que "o partido tem um histórico muito forte". No último dia 6, quando o PCdoB anunciou a candidatura de Manuela, a presidente do partido, Luciana Santos disse não haver "um partido mais defensor do PT do que o PCdoB". "Nós queremos nos apresentar com mais força para ajudar o conjunto do nosso campo político a retomar a Presidência da República no ano que vem", explicou, à época

 

Entre os petistas, as reações ao anúncio feito pelo PCdoB no início do mês foram díspares. A senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, comemorou a candidatura de Manuela em seu perfil nas redes sociais. "Grande quadro político, grande mulher! Ali na frente nos encontraremos, Manu!", escreveu no Twitter.

 

Já o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) lamentou o anúncio. "Respeito o PCdoB, respeito a Manuela, acho que ela é um dos melhores quadros da nova geração. Mas considero a decisão um erro histórico." Ele comparou a decisão à posição dos comunistas em 1954, na crise que levou ao suicídio de Getúlio Vargas. Na época, o partido pressionou pela renúncia.

 

Para Lindbergh, os comunistas deveriam estar com o PT desde já. "Acho um equívoco em um momento como este, em que querem impedir a candidatura de Lula."

 

Manuela é deputada estadual pelo Rio Grande do Sul desde 2015. Antes disso, a candidata cumpriu dois mandatos consecutivos como deputada federal pelo estado e foi líder do partido na Câmara. D'Ávila é a terceira candidata que o partido lança desde sua fundação, sendo uma em 1930 e outra em 1945. 

 

Com informações da Agência Estado 

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