Ex-governador é investigado por fraude em obras do Canal do Sertão

São investigados também o secretário de Infraestrutura do Estado à época, Marco Fireman, pessoas ligadas às empreiteiras Odebrecht e OAS, além de outras ligadas a órgãos públicos. Ações ocorrem em três estados e no DF

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postado em 30/11/2017 10:40 / atualizado em 01/12/2017 06:02

Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil
O ex-governador do Alagoas Teotônio Vilela Filho (PSDB) e o secretário de Infraestrutura do Estado à época, Marco Fireman, são investigados pela Polícia Federal (PF) na Operação Caribidis, que apura uma suposta prática de crimes de fraude a licitações, desvio de verbas públicas (peculato), corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, todos relacionados à obra do canal do sertão alagoano. São investigadas também pessoas ligadas às empreiteiras Odebrecht e OAS, além de outras ligadas a órgãos públicos, segundo a PF.
 

A operação, comandada pela Superintendência Regional da PF em Alagoas e pelo Ministério Público Federal (MPF) cumpre 11 mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Alagoas, em Maceió, na área metropolitana da capital. Ações também ocorreram em Salvador (BA), Limeira (SP) e em Brasília. Todo o material arrecadado será encaminhado à Superintendência da PF em Alagoas, onde será analisado.

Segundo o Ministério da Saúde, policiais estiveram no gabinete de Marco Fireman, que atualmente ocupa o cargo de secretário de Ciência e Tecnologia da pasta. Não foram levados documentos e, segundo o ministério, Fireman se colocou à disposição da PF para esclarecimentos.

Colaborações premiadas

De acordo com a PF e o Ministério Público, os crimes na obra do canal do sertão alagoano ocorreram mais especificamente nos lotes 3 e 4, ambos licitados pelo Governo do Estado (Secretaria de Infraestrutura) na gestão anterior. Há indícios de que os atos ilícitos ocorreram entre 2009 e 2014.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a Polícia Federal a utilizar provas decorrentes de colaborações premiadas de pessoas relacionadas à Odebrecht. "A elas se somaram relatórios do Tribunal de Contas da União, constatando sobrepreço em contrato firmado entre o Governo de Alagoas a referida empresa no montante de R$ 33.931.699,46", diz a PF em nota. A PF também constatou a existência de acordo de divisão de lotes da obra com a Construtora OAS.

A soma das penas máximas atribuídas aos delitos citados pode chegar a 46 anos de prisão.

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