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Estado de Minas

Michel Temer afirma que não será candidato à Presidência em 2018

Além de acreditar que o partido queira lançar um nove nome nestas eleições, o presidente justificou que a primeira-dama, Marcela Temer, não gostaria que ele se reelegesse este ano


postado em 06/02/2018 11:49 / atualizado em 06/02/2018 11:59

(foto: Marcos Correa/PR)
(foto: Marcos Correa/PR)

 
O presidente Michel Temer afirmou que não será candidato ao Planalto nas eleições deste ano. Ele explicou, em entrevista exibida na segunda-feira (5/2), pela RedeTV!, que o MDB pensa em lançar um novo nome para a disputa eleitoral. Temer disse ainda acreditar que a primeira-dama, Marcela Temer, não gostaria que ele tentasse a reeleição. 

“Há essa perspectiva. Evidentemente, o MDB, com a capilaridade que tem em todo o país, pensa numa candidatura própria”, disse Temer. O emedebista revelou também que seu desejo é ser lembrado pela gestão atual. “Meu desejo, e vou ser um pouco pretensioso, é fazer uma gestão histórica. De um presidente que pôs o país nos trilhos. Isso é mais que suficiente”. 

Na entrevista, o presidente alegou que o governo está reduzindo despesas e que, com a regra do teto de gastos, há a expectativa de o valor arrecadado se igualar ao valor gasto em aproximadamente dez anos. 


Reforma da Previdência


Questionado sobre a expectativa de aprovação da reforma da Previdência, Temer disse que o governo não pode ficar discutindo o projeto ao longo do ano inteiro e ressaltou a importância de ser votado ainda nas próximas semanas, independentemente do resultado. 

“Nós estamos chegando à conclusão de que não há como deixar esse tema permanentemente o ano todo”, disse. “Qual é a nossa tese? Isso tem que ser votado pelo menos em primeiro turno até o final de fevereiro, começo de março. Se não for votado, aí realmente nós reconhecemos que fica difícil”, completou. 

Ele reforçou que, a partir de junho, o Congresso deve se voltar principalmente à questão eleitoral e lembrou que o governo precisa tocar outras reformas. “E temos que ir para outras pautas. Agora, se não votar [a Previdência], já fizemos [outras] reformas fundamentais para o país. E vamos continuar com a chamada simplificação tributária”.

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