Vendas em free shops caíram 30% na fronteira do Brasil com o Uruguai

Carestia e elevado nível de endividamento dos brasileiros derrubaram o comércio na fronteira do país vizinho

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postado em 30/06/2014 08:05 / atualizado em 01/07/2014 12:09

Diego Amorim - enviado especial

Zuleika de Souza/CB/D.A Press

Chuy (Uruguai) — Tarde de sábado no extremo sul do país. Carros e carroças dividem espaço na Avenida Brasil, a principal do Chuy com “y”, onde estão os 20 principais free shops. Nas calçadas, o vaivém sossegado de uruguaios com sotaque aportuguesado e mate na mão. Os camelôs expõem CDs de sucessos do sertanejo brasileiro e de Valesca Popozuda. Dos alto-falantes pregados aos postes, ecoa a insistente paródia, em castelhano, de uma música da Xuxa: “Tá na hora, tá na hora! Tá na hora de comprar!”.

Os brasileiros estão mesmo precisando de estímulo para gastar do lado uruguaio. Desde 2011, com a inflação persistente, os juros nas alturas e o endividamento recorde das famílias, as vendas nos estabelecimentos livres de impostos caíram até em 30% na comparação com anos anteriores. Os resultados não têm agradado aos empresários nem no verão, quando o movimento é tão grande que chega a faltar combustível nos cinco postos do Chuí.

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Nos free shops, oito em cada 10 clientes são brasileiros. Em tese, os uruguaios não podem comprar. Mas, principalmente fora de temporada, eles acabam encontrando brechas. “Estamos deixando passar para manter o dinheiro circulando. Os brasileiros estão devagar demais”, confessa Carlos Javier Calabuig, 62, porta-voz dos comerciantes.

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