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CASA » A chita é pop Quando misturado a outros elementos, esse tecido colorido e de baixo custo pode transformar um ambiente - do mais despojado ao mais sofisticado

Maria Júlia Lledó

Publicação: 29/01/2012 08:00 Atualização: 27/01/2012 19:04

 (Carlos Vieira/CV/D.A.Press)

Mesmo que desvalorizada pelo baixo custo, a chita desafia tecidos mais nobres para ressurgir como tendência. Importada da Índia por Portugal, durante a colonização portuguesa ela logo caiu no gosto do povo brasileiro. Ao ser produzido no país, o tecido de algodão com estampas de cores fortes, predominantemente florais, teve o custo reduzido e se popularizou. Defensor da cultura nacional, o arquiteto Marcelo Rosenbaum já desenvolveu uma linha de louças inspirada Na chita. “Se a cultura popular tivesse um sudário, seria a chita. Tecido ordinário, de algodão, estampado, colorido, traz impresso o jeito simples de viver do Brasil. Diz que veio das Índias, mas seu RG é bem brasileiro”, destacou o arquiteto na época da apresentação do produto, em 2008.

 (Carlos Vieira/CV/D.A.Press)
Mais recentemente, o estilista mineiro Victor Dzenk fez uma releitura da chita. A novidade foi apresentada na última edição de inverno do Fashion Bussiness 2012, no Rio de Janeiro, onde Dzenk apresentou a coleção Chita is back — uma exaltação à cultura brasileira, como o próprio autor definiu. Em paralelo, Victor deu à chita a oportunidade de brilhar na decoração. Em parceria com a empresa moveleira Líder Interiores, estampas exclusivas desenhadas pelo estilista forram poltronas da grife.

Em almofadas, cadeiras de plástico — sucesso na Feira da Torre —, molduras de quadro, passadeiras de mesa, sofás, flores, mantas, cortinas ou simplesmente motivo de arte na parede, a chita confere descontração e regionalidade ao lar se usada de forma harmoniosa. “Por exemplo, na varanda de um local mais despojado, esse tecido é uma ótima opção. Também já usei a imagem da estampa da chita ampliada e impressa numa película adesiva na parede. Ficou bem legal”, exalta a designer de interiores Ângela Borsoi.

Designer e artista plástica, Stella Lopes também não dispensa um retalho de chita na decoração. De preferência misturado a elementos contemporâneos ou móveis dos anos 1960, seus favoritos. A designer torce o nariz para quem ainda se limita a colocar a chita em ambientes considerados despojados, como a varanda ou a cozinha. “Acho que combina com quarto de casal (manta sobre a cama), com sala de estar, onde gosto de colocar almofadas. Misturo o estilo Luís 15 com chita. Até porque acredito que a gente pode viver o tempo todo de sandália de borracha”, brinca, referindo-se ao estilo irreverente do tecido.

Só não vale espalhar objetos forrados pelo tecido por todos os lados. “O colorido e as flores da estampa podem cansar ao longo do tempo”, alerta a Ângela Borsoi. No mais, com poucos reais, é possível escolher uma bela estampa para redecorar a casa e conferir ao lar essa brejeirice made in Brazil.

 (Carlos Vieira/CV/D.A.Press e Divulgação)

 

 (Carlos Vieira/CV/D.A.Press e Divulgação)
 

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