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Publicação: 12/02/2012 08:00 Atualização: 10/02/2012 16:15
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O trabalho de um personal biker consiste em acompanhar o aluno nos passeios pela rua, explicando os fundamentos, as regras e os comportamentos a serem adotados no trânsito. “Ajudamos as pessoas a andar de bicicleta, a pedalar na cidade, mostrando os caminhos mais seguros e como devem se comportar”, explica o empresário Phillip Fiuza, que faz parte de um grupo de ciclistas que dedica parte de seu tempo a orientar os novatos na magrela. E não são só idosos que procuram ajuda para pedalar. Phillip conta que quem não sobe na bicicleta há muito tempo, acabou de se mudar para a cidade ou apenas quer companhia formam o grupo assessorado pelo Bike Anjo.
Para ensinar Neuza a andar de bicicleta, Fábio começou as aulas na garagem do prédio da aposentada. “Ela dava quatro pedaladas em linha reta e colocava o pé no chão. Eu ia segurando o guidom para dar segurança e, assim, fazíamos de 50 a 100 metros por aula. Fomos evoluindo para percursos em zigue-zague e em curvas até eu não conseguir mais acompanhá-la andando”, lembra o professor. Para Neuza, o principal problema, além do medo, era a vergonha. “Eu era a diversão do prédio. Tive que passar por cima da vergonha. Por ter mais idade, o povo fica olhando mesmo”, conta. Mas, com bastante força de vontade e apoio, Neuza evoluiu e agora já sai pelas ruas, sempre acompanhada. É importante ter companhia, uma vez que idosos podem ter lesões mais sérias se caírem.
Mas ter passado de fase não significa que o processo está terminado. Está só começando. Uma dificuldade recorrente para quem está ganhando as ruas é o medo da convivência com os carros. “É só eu ouvir o barulho de carro que me desespero. Já ponho o pé no chão”, afirma a aposentada. Nesse ponto, a ajuda do personal biker é mais do que necessária. Ele vai tranquilizando o aluno, explicando as hierarquias no trânsito e procurando os caminhos mais tranquilos. “Também dito o ritmo. Se ela vai ficando com medo, já falo logo para acelerar”, conta Fábio.
Os benefícios do exercício ao ar livre para os idosos são muitos. A bike, por exemplo, fortalece a musculatura, os sistemas cardiovascular e respiratório, trabalha o equilíbrio, a coordenação motora e a agilidade. “É um tipo de exercício que tem menos impacto nas articulações, ajuda a criar resistência, e melhora a qualidade de vida de quem pratica”, explica Phillip Fiuza. No caso de Neuza, que é diabética insulinodependente, o exercício ainda é mais imprescindível. “Sempre saio com o medidor de insulina e açúcar. Digo que o exercício é a alma para a boa velhice, e estou comprovando. Quanto mais exercício faço, menor a quantidade de insulina que tenho que tomar”, conta a aposentada. Para Fábio Rodrigues, os benefícios vão além. “Pedalar na rua vai melhorando o lado mental, a concentração, ajuda a vencer os obstáculos, isso traz um bem estar significativo.”
Neuza, que também faz musculação e exercícios funcionais, explica que a melhor parte dos passeios é ver que está evoluindo. “Quando consegui pedalar em uma descida com emoção, foi ótimo! Todos esses obstáculos que vou conseguindo vencer são muito prazerosos. Um dia, vou conseguir voltar pedalando. Por enquanto, venho empurrando a bicicleta”, lembra. O objetivo a longo prazo é pedalar 10 quilômetros sozinha. E, por agora, combinar um passeio com uma amiga que também faz as aulas.
Fique atento!
Em alguns casos, a prática de exercícios entre os idosos exige alguns cuidados especiais. Mas, segundo a geriatra Maria Alice Toledo, nem todos correm o mesmo risco de lesões ou problemas de saúde ao aderir a um esporte. "Há aqueles que sempre praticaram esportes e tiveram alimentação balanceada e são ‘inteirões’." Esse grupo, garante a médica, corre os mesmos riscos de um adulto jovem. Por outro lado, quem tem problemas causados pela idade, como osteoporose e arritmia, precisa tomar um pouco mais de cuidado. "Em caso de queda, pode haver fratura ou traumatismo craniano. O ideal é fazer uma avaliação com um médico antes para esclarecer as orientações de segurança para cada caso", explica a geriatra. No geral, o conselho de Maria Alice é levar garrafinha para manter a hidratação e usar roupas leves para não ter perda excessiva de líquidos. No caso dos que optarem por pedalar, ela aconselha ao praticante procurar caminhos com menor movimento de carros e andar sempre acompanhado. "Dessa forma, se acontecer uma queda ou algum problema, tem alguém para socorrer."
É bom para
- Sistema cardiovascular
- Sistema respiratório
- Equilíbrio
- Concentração
- Coordenação motora
- Agilidade
- Perda de peso
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