CASA

Cobogó: uma invenção de luz

Vistos em muitos prédios e fachadas de casa em Brasília, os cobogós invadem os ambientes internos. De diversos materiais, funcionam como divisórias e dão um charme especial à decoração

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postado em 05/05/2013 08:00 / atualizado em 03/05/2013 15:19

Maria Júlia Lledó

Janine Moraes/CB/D.A Press

Elementos vazados que imprimem um estilo único em projetos residenciais e prédios governamentais do início dos anos 1960 em Brasília, os cobogós passaram para o lado de dentro dos ambientes e se tornaram queridinhos na decoração. Não mais destinados apenas à função de revestimento externo, eles assumiram o papel de divisor de ambientes dentro de apartamentos e casas, dando ao espaço um design bem brasileiro.

Atentos a esse novo objeto de desejo, fabricantes brasileiros lançam diferentes modelos — em cores e estilos — para agradar todos os públicos. Esse é um dos fatores que respondem por um aumento de demanda desse tipo de intervenção nos projetos das arquitetas Flávia Amorim e Renata Melendez. “Até pouco tempo, não havia essa gama de opções e só os encontrávamos em loja de construção. Por isso, hoje mais clientes pedem cobogós dentro de casa”, recorda Renata.

De cerâmica, tijolo, vidro, cimento ou adesivo, essa invenção, que já soma mais de oito décadas de sucesso, ainda é uma solução sustentável na arquitetura, ao proporcionar entrada de luz, mas não de forma excessiva, e circulação do ar nos ambientes. Além disso, sua aplicação é democrática. Os cobogós podem ser instalados em banheiros, ambientes sociais ou de serviço, fachadas, muros de entrada da casa, closets e quartos. “Na divisão de dois ambientes, os cobogós mantêm a privacidade de cada um e proporciona a sensação de permeabilidade que as paredes geralmente quebram”, confirma a arquiteta Renata Dutra.
Joança França/Divulgação


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Invenção pernambucana, os cobogós são resultado da inspiração nos muxarabis, tramas vazadas de madeira muito usada na arquitetura árabe, presente no início da colonização de Pernambuco. Criados pelos engenheiros Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis, na década de 1930, foram batizados com esse nome, e assim patenteados, que nada mais é que a junção das iniciais do sobrenomes de cada um do inventores.
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