Pelo fim do preconceito contra a hanseníase

No Dia Mundial de luta contra a Hanseníase, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República lança vídeo para esclarecer a população sobre a doença

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postado em 23/01/2015 15:32 / atualizado em 23/01/2015 16:08

 

Arte Fernando Lopes / D.A Press

 

O nome popular da doença já desencadeia o preconceito: lepra. A aparência da manifestação da enfermidade é outra razão para temer a convivência com os pacientes infectados pela bactéria Mycobacterium leprae. Justamente para informar as pessoas sobre as causas e cuidados para se proteger contra a hanseníase, além de minimizar a discriminação contra os pacientes, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Ideli Salvatti, lança hoje, Dia Mundial de luta contra a Hanseníase, o documentário “Paredes Invisíveis – Região Nordeste.”

 

O vídeo produzido pela SDH/PR reúne depoimentos de brasileiros atingidos pela hanseníase que foram submetidos à internação compulsória em hospitais-colônia, nos estados do Nordeste. A obra tem como objetivo resgatar a história das vítimas da hanseníase que conseguiram reconstruir suas vidas com a indenização concedida pelo Governo Federal por meio da Lei 11.520/2007.

 

Segudo dados do Ministério da Saúde, em 2011, foram registrados no Brasil mais de 33 mil casos da doença.

Há manifetsações diferentes da doença, como explica a Sociedade Brasileira de Dermatologia:

 

Hanseníase Tuberculóide

Forma mais leve da doença. A pessoa tem apenas uma ou poucas manchas pálidas na pele. Ocorre quando a patologia é paucibacilar (com poucos bacilos), ou seja, não contagiosa. Alterações nos nervos próximos à lesão, podem causar dor, fraqueza e atrofia muscular.

 

Hanseníase Borderline

Forma intermediária da doença. Há mais manchas na pele e cobrindo áreas mais extensas, em alguns casos é difícil precisar onde começa e onde termina.

 

Hanseníase Virchowiana

Forma grave da doença, multibacilar, com muitos bacilos, e contagiosa. Os inchaços são generalizados e há erupções cutâneas, dormência e fraqueza muscular. Nariz, rins e órgãos reprodutivos masculinos também podem ser afetado

 

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