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Corrida contra a menopausa

A atividade é indicada para as mulheres que enfrentam a queda na produção de hormônios e seus sintomas indesejáveis

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postado em 15/03/2015 08:00

Não é fácil ser mulher e corredora. Com a chegada dos sintomas da menopausa, fica ainda mais difícil se levantar da cama e calçar os tênis para correr. É comum que mulheres nessa situação experimentem uma fase de pouca disposição %u2014 com a queda da produção de estrogênio, progesterona e testosterona, hormônios responsáveis, entre outras coisas, pela energia, humor, e pelos calores e suor, é desanimador fazer qualquer tipo de exercício. "As mulheres nesta fase costumam ficar mais desanimadas por conta da baixa hormonal, mais depressivas e irritadas, e, como a atividade física libera hormônios e neurotransmissores que ajudam a melhorar o humor, são uma boa opção", explica o educador físico John Fagner Santos Gama. Para o ginecologista Assis Persiano, a atividade física é saudável em qualquer circunstância. "Ela traz uma sensação de bem-estar e melhora na qualidade do sono, fatores que ficam reduzidos com a menopausa. Para a mulher que está nessa fase, pode amenizar ou até fazer com que ela passe pelos sintomas sem percebê-los", explica. A aeroviária aposentada Jânia Sá, 54 anos, conta que sofreu muito os efeitos da menopausa antes de se aventurar na corrida. "Eu não conseguia dormir à noite, e, por isso, acordava sem paciência, mal-humorada e muito irritada. Foi uma das piores fases da minha vida. Eu me aposentei, fiquei sem muita atividade e entrei na academia. Tomava vários remédios, estava deprimida, engordei. Quando vi que os colegas faziam corrida de rua, resolvi testar", lembra. A família também a incentivou a melhorar os hábitos alimentares e fazer mais exercícios sob orientação de profissionais da área. Jânia se apaixonou pela nova vida. Três meses depois de começar, a aposentada passou a perceber que não sofria mais com os sintomas da menopausa e abandonou os remédios que tomava %u2014 inclusive um para controlar o colesterol, já que, desde que começou com o exercício, as taxas voltaram para níveis normais. "A corrida transformou a minha vida, me trouxe uma alegria muito grande. A liberdade que se sente correndo traz uma leveza muito grande. Hoje, durmo muito bem, não me sinto irritada nem mal-humorada", explica.
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