CASA

Monocromia sem monotonia

Ao optar por cores claras na decoração, é possível garantir um clima clássico ao ambiente. A ousadia fica a cargo de detalhes, como tapetes e iluminação

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postado em 07/06/2015 08:00

Renata Rusky /Revista

Casa

Monocromia sem monotonia

Ao optar por cores claras na decoração, é possível garantir um clima clássico ao ambiente. A ousadia fica a cargo de detalhes, como tapetes e iluminação

Por Renata Rusky

Apesar da infinidade de cores disponíveis, muitas pessoas ainda preferem ambientes em tons claros, como branco e bege. As sensações que um lugar assim transmite, segundo a arquiteta Tânia Fernandes, é estabilidade e conforto. Além disso, a também arquiteta Manuella Garcia aponta uma vantagem: "É clássico, portanto não é datado. Tem uma durabilidade muito grande, não vai precisar ficar mudando de tempos em tempos".

Há quem tenha dúvida a respeito da tendência, pois, embora a internet e as revistas de decoração estejam repletas de boas dicas, é possível cair na monotonia. Segundo o arquiteto Ney Lima, para evitar isso, algumas coisas devem ser levadas em consideração, como o projeto de iluminação e os materiais que serão usados. "As luzes são essenciais para criar um clima agradável. As amarelas, por exemplo, deixam o ambiente mais aconchegante, portanto, fica bom em um local de cores muito claras", explica Manuella. Ney também sugere luzes mais pontuadas para destacar certos detalhes.

É comum ficar enjoado de um lugar muito cheio de cor. No caso do ambiente monocromático, é mais difícil isso acontecer e, caso deseje mudar, é mais fácil resolver o problema. "Em um ambiente neutro, é só trocar alguns adornos, não precisa fazer uma alteração tão drástica", explica Manuella. Ela cita quadros como os objetos nos quais se pode ousar mais no caso de cômodos claros.

Um ambiente todo branco ou todo bege pode, no entanto, passar a impressão de frieza ou falta de personalidade. Para reverter isso basta usar texturas. Superfícies lisas demais, assim como branco, esfriam o ambiente, segundo Tânia. Portanto, tapetes e revestimentos para paredes são bem-vindos. Na hora de escolher um sofá, também é interessante ficar atento. "O corino, por exemplo, é liso. O melhor é usar tecidos e aveludados", exemplifica a arquiteta.

Mesmo com muito bege, o arquiteto Ney Lima gosta de pontuar com peças que dão um contraste, como o quadro em tons de cinza e as almofadas pretas no sofá. As flores amarelas são outro importante ponto de cor.

Neste quarto, o projeto de Tânia Fernandes tem como elemento principal para a decoração o estilo clássico cubista francês. O uso de cores neutras e móveis rústicos traz naturalidade e plasticidade ao espaço.

Projeto da MeG Arquitetura de Interiores, de Manuella Garcia e Gabriela Sue.O quarto foi pensado para um casal jovem e moderno. Na paleta de cores, tons de cinza e preto, sem mais nenhuma outro tom no ambiente. Houve a mescla de diferentes tipos de tecidos, promovendo uma mistura de tramas para trazer o aconchego — linho na cabeceira estofada e cortina, linhão na colcha e veludo nas almofadas. Um ponto alto do projeto é o painel por trás da cabeceira, que segue a tendência do estilo europeu por ser mais alto. O mobiliário com linhas retas, mistura de madeira e laca, completa o ambiente.
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