VIDA MODERNA

Empresários de moda, beleza e até do mundo pet apostam nos serviços móveis

Os negócios que vão aonde os clientes estão ganharam a cidade. Tudo começou com os food trucks e, agora, empreendedores de outros segmentos também começam a colher os frutos do sucesso sobre rodas

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postado em 30/08/2015 08:00 / atualizado em 28/08/2015 14:44

Ailim Cabral

 Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
 

 

Há cerca de um ano, o casal de empresários Daiane Fernandes, 33 anos, e Leonardo Nunes, 39, comanda o Elite Pet Móvel. Dentro de um truck, os dois dão banhos, fazem tosa e até mesmo hidratação de gatos e cachorros, além de vender alguns produtos. A ideia surgiu quando os dois conheceram o atual sócio nos negócios, Eduardo Quirino Sales. A família, que mantém seis animais em casa, teve contato com o conceito de petmóvel, surgido nos Estados Unidos, e se encantou. "Eu estava estudando para concurso e meu marido, trabalhando fora. Resolvemos investir e hoje eu tenho o emprego dos meus sonhos", afirma Daiane.

Daiane e Leonardo venderam o carro de passeio da família e compraram uma van para começar o empreendimento. Equipado com uma banheira, uma mesa para tosa, um secador de pelos e um armário — onde ficam armazenados os produtos e instrumentos necessários —, o pet móvel faz mágica. Hoje, eles contam com dois veículos e atendem mais de 20 clientes por dia. O advogado Paulo Roberto Sarde, 51, e seus dois cães, a pastora branca Hanna e o shih tzu Chokito, são clientes fiéis.

Enquanto Hanna sobe sorridente no interior da van, Paulo fala sobre a praticidade do serviço. "É na frente de casa, eles se sentem mais seguros, não passam horas esperando e não têm o estresse do transporte", afirma. Satisfeito, ele pretende manter os bichinhos longe das lojas tradicionais. "Eles vêm até o cliente e isso é muito positivo. É mais interessante para o prestador de serviço, que não tem os custos de um imóvel. Para o dono também é ótimo, já que não precisamos levar e buscar o animal, e para o próprio bicho, que se estressa menos", completa.

Assim como Daiane e Leonardo, a empresária e professora de moda Lili Brasil, 29 anos, resolveu transformar uma paixão em oportunidade. Há sete anos, trabalhava como professora na educação infantil e vendia roupas para complementar a renda. As peças ficavam no porta-malas do Ford K e o estoque não era muito grande. Com o tempo, a demanda se tornou maior do que a oferta e Lili percebeu que podia realizar o sonho de trabalhar com o que mais gostava. Ela largou um dos empregos, começou a faculdade de moda e fez cursos de empreendedorismo. "Juntei dinheiro e, quando vi que não teria condições de bancar uma loja, pensei no Fashion Truck. Vendi meu carro, comprei a van e comecei a vender para as clientes antigas, em feiras e festas", conta.

Há três anos no comando do empreendimento, Lili conta que se descobriu no negócio. Além de revender algumas peças, a empresária cria as roupas da própria marca. "Eu desenho e tenho uma costureira e uma modelista terceirizadas. Minha mãe também costura e faz os reparos, como barras, por exemplo. Gosto de participar de todas as etapas, mas não posso fazer tudo, né?", brinca.

 

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