MODA

Marcas nacionais e estrangeiras apostam em coleções unissex

Movimento procura derrubar estereótipos e barreiras e acabar com limitações baseadas no gênero pelo menos no modo de se vestir

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postado em 03/09/2015 14:12 / atualizado em 03/09/2015 14:28

A moda acompanha as mudanças na sociedade e no estilo de vida das pessoas. Seguindo a bandeira que defende a pluralidade e o combate a preconceitos e estereótipos - tão popular e importante atualmente - diversas marcas vêm apostando em roupas sem gênero, que não são feitas nem para homens nem para mulheres; nem para trangêneros nem para homossexuais; mas para todos. Em entrevista à BBC Culture, Oriole Cullen, curadora do Museu Victoria e Albert de Londres, isso é reflexo do mundo atual. “Tem a ver com uma nova geração querendo derrubar fronteiras. Há um interesse renovado no feminismo e isso alimenta a moda. Há mais interesse também pela comunidade trans. E a sexualidade não é mais um assunto tão tabu quanto antes”, completa.

No início do ano, a loja de departamento britânica Selfridges anunciou que dedicaria três andares da loja a moda unissex entre março e abril. Em entrevista à revista The Times, foi dito que a empresa acredita que os compradores não querem mais ser definidos ou limitados pelo gênero. "Nós queremos levar nossos clientes a uma viagem em que podem comprar sem estereótipos", explicou os empresários da marca à revista. Algumas marcas vendidas na loja já tinham coleções femininas com pegada mais andrógina, como KTZ e Hood By Air.

A linha entre feminino e masculino está cada vez mais tênue. Muitas marcas que desfilaram na edição de verão da Semana de Moda Masculina de Milão pegaram emprestado elementos superfemininos em suas coleções. A Gucci, pelo estilista Alessandro Michele, criou camisas de renda, blusas com laços, estampas florais e muito mais. Em alguns momentos do desfile, era difícil identificar se o modelo na passarela era um homem ou uma mulher de tão andrógina que ficou a produção. Já a Empório Armani, colocou, de fato, mulheres para desfilar roupas masculina, coisa que Prada já havia feito anteriormente.

 

 

 

No Brasil

 

Enquanto isso, por aqui, no mesmo mês, era lançada Ben, a marca unissex de Leandro Benites. Há pouco tempo, a marca brasileira Trendt, de Renan Serrano, havia adotado artigos para todos os gêneros. A catarinense NO.ID (do inglês, sem identificação), criada por Fábio Garcia e Rafael Knight, já apostava na ideia há dois anos, com peças unissex sem diferença de estampa ou de modelagem para homens ou mulheres, mas, apesar do tempo de existência, só foram lançadas três coleções até agora. Mais uma marca brasileira seguindo essa tendência é a Beira, da estilista Livia Campos.

 

 

 

 

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