PERFIL

Prata da casa

A visão de um jovem arquiteto brasiliense que reinterpreta a herança modernista a partir de sua formação cosmopolita

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postado em 29/11/2015 08:00 / atualizado em 20/11/2015 21:19

Ailim Cabral

Ele nasceu em Brasília. As curvas e os traços da cidade influenciam sua profissão e seu olhar. Seu apartamento não poderia ser mais candango. Na quadra-modelo, a 308 Sul, mantém aspectos originais, como os cobogós, e os mistura com intervenções contemporâneas. Mesclando referências da cidade natal com o que viu e estudou no exterior, criou um estilo único, que alia beleza e praticidade.

O arquiteto Samuel Lamas, 35 anos, sempre gostou de desenhar, vivia fazendo retratos dos amigos. A escolha pela arquitetura foi natural. "Meu pai é engenheiro, sempre o vi construindo e achava que o que ele fazia era o trabalho do arquiteto, assim que soube a diferença, descobri o que eu seria", conta. Na hora de escolher a faculdade, a vocação prevaleceu.

 

 Zuleika de Souza/CB/D.A Press
 

Em 1999, Samuel iniciou o curso na Universidade de Brasília (UnB). Ele sentia a sede por conhecimento se expandir. Estudar no exterior se tornou um desejo, e a vontade tomou forma dois anos depois. Samuel pediu transferência e partiu para Roma com a bagagem cheia de expectativas. A cabeça estava aberta para absorver a experiência e a cultura arquitetônica que a antiga cidade italiana oferece em cada recanto. O que aprendeu e apreendeu em Roma se tornaria um diferencial em sua forma de trabalhar o antigo aliado ao moderno.


Foram quase quatro anos e meio na Europa. Ao terminar o curso superior, teve a chance de fazer um estágio no escritório de um dos grandes mestres da arquitetura no exterior, Massimiliano Fucksas, que, além da Itália, tem estúdios na França e na China, sendo reconhecido mundialmente.

 

Após o fim do estágio, em 2006, Samuel voltou para o Brasil, como planejava desde o início. "A Europa é incrível, aprendi muito, mas a qualidade de vida em Brasília é muito boa, meus amigos e minha família estão todos aqui", justifica. Para o arquiteto, por mais que estivesse envolvido social e profissionalmente no Velho Mundo, faltava algo. "Pode ser complicado viver em um lugar ao qual você não pertence, por mais que goste e seja feliz", explica o brasiliense.

 

Leia a reportagem completa na edição nº 544 da Revista do Correio 

 

 Zuleika de Souza/CB/D.A Press

 

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