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Neurônios em Dia

Bom humor é uma boa receita para se viver mais e com saúde

Na Neurônios em Dia desta semana, o doutor Ricardo Teixeira relembra o famoso ditado "rir é o melhor é o melhor remédio" e fala um pouco mais sobre o riso e seus efeitos positivos

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postado em 10/10/2016 18:43 / atualizado em 10/10/2016 18:55

Por Ricardo Teixeira* 

 

É difícil pensar em alguém que não se sinta bem após uma sessão de gargalhadas. Mas será que além do bem-estar que o riso provoca, ele realmente faz bem à saúde? O velho ditado de que rir é o melhor remédio tem algum fundamento?
 
Um estudo publicado esta última semana por pesquisadores noruegueses confirmou o ditado. Pessoas com um bom grau de humor no dia a dia têm menos riscos de doenças e vivem mais.
 

Caio Gomez/CB/D.A Press
Foram acompanhados por 15 anos 53 mil voluntários e os resultados mostraram que aqueles que apresentavam melhor pontuação de humor numa escala bem validada tinham:
 
*no caso das mulheres, risco de morte 48% menor, 73% menos risco de morrer do coração e 83% menos risco de morrer de infecção
 
*no caso dos homens, 74% menos risco de morrer de infecção
 
As diferenças entre os gêneros podem ser explicadas pelo maior declínio nas pontuações de humor nos homens ao longo dos anos.

 

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De acordo com o autor principal do estudo, um bom senso de humor é um traço da personalidade que garante um maior sentido às experiências do cotidiano. Ele ajuda a evitar o aumento dos hormônios do estresse e suas consequências como supressão do sistema imunológico e aumento do estado inflamatório do corpo. Além disso, o humor está diretamente ligado a uma maior socialização, e isso só faz bem à saúde.    

 
Onde é que o riso se encontra no nosso cérebro?


As regiões mais frontais do nosso cérebro são consideradas as mais recentes no processo de evolução das espécies, e é aí que se concentram funções especializadas como a linguagem e o riso. O riso por sinal é exclusivo da espécie humana (a hiena não ri) e já foi demonstrado que a área cerebral que desencadeia o riso em última instância está nessa parte frontal. Já foi até demonstrado que sua estimulação elétrica durante procedimentos cirúrgicos é capaz de desencadear o riso. Temos evidências também que o hipotálamo e as regiões temporais também têm participação na geração do riso. É claro que no mundo real precisamos do cérebro como um todo para entender a piada.

 

*Dr. Ricardo Teixeira é neurologista do Instituto do Cérebro de Brasília e professor de pós-graduação em divulgação científica e cultural na Unicamp.   

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