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Mulheres são afetadas de forma diferente pelo Alzheimer

Estima-se que 2/3 dos casos de doença ocorram entre as mulheres

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postado em 11/01/2017 08:00 / atualizado em 11/01/2017 18:04

Sebastian Bozon
As mulheres vivem mais, mas parece que existem outros fatores biológicos que ajudam a explicar essa diferença. Muitos candidatos estão na fila, mas sem resultados conclusivos até o momento. Um deles é a redução dos níveis de estrogênio com a menopausa. Outra possível explicação é o efeito protetor da educação formal, apesar de as diferenças educacionais entre os gêneros terem diminuído fortemente nos últimos anos.

 

Uma diferente resposta ao estresse e a maior prevalência de ansiedade e depressão entre as mulheres podem fazer a diferença. Eventos desgastantes, como doenças, divórcios e problemas no trabalho, parecem aumentar o risco de demência entre as mulheres, mas o mesmo não ocorre com os homens. 

 

A doença é mais agressiva no caso delas  

As pesquisas mostram que, após o diagnóstico de Alzheimer, os homens têm um melhor desempenho em diferentes domínios cognitivos, como memória, habilidades visuoespaciais e até mesmo linguagem, função esta que as mulheres levam vantagem sobre os homens quando se pensa em indivíduos saudáveis. 

 

A chance de apresentarmos um quadro de demência chega a 25% após os 80 anos, 50% após os 90, sendo que a causa mais comum é a doença de Alzheimer. Ela é mais frequente entre as mulheres e as evidências apontam que as lesões cerebrais associadas à doença têm maior repercussão clínica entre elas. Essas pesquisas solidificam o conceito de que a doença é mais agressiva entre as mulheres.

 

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