fitness e nutrição

Técnica chega a Brasília e promete queimar até 500 calorias em 20 minutos

Método importado da Alemanha chega a Brasília e promete conquistar quem tem pouco tempo para malhar. Durante 20 minutos e com a ajuda de um personal, os músculos recebem eletroestímulos que correspondem a três horas de treino intenso

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postado em 30/04/2017 08:00 / atualizado em 28/04/2017 19:23

Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press
Não é novidade que não há milagres quando se trata de ficar em forma. Manter-se dentro do espectro saudável do Índice de Massa Corporal (IMC), ter condicionamento físico e músculos definidos exigem tempo e dedicação. Um novo método, recém-chegado a Brasília, promete entregar os mesmos resultados da academia com treinos de apenas 20 minutos por semana. Com o nome complicado, a eletroestimulação dos músculos (EMS) é apresentada como a nova aliada dos que têm a rotina atribulada e não querem abrir mão da atividade física.


O método veio da Alemanha e é mais simples do que parece. Consiste em cerca de 20 minutos de exercícios personalizados. Acompanhado por um personal trainer, o indivíduo usa, durante a atividade, um traje especial ligado a uma máquina, que dá pequenos choques elétricos em grupos musculares.

Segundo Holger Kuppers, responsável por trazer a técnica para o Brasil, os impulsos elétricos são combinados a exercícios de baixa densidade e têm o mesmo efeito de três horas de treino intenso na academia. “Os choques fazem com que os músculos sejam estimulados de forma única, atingindo lugares que o exercício não alcança, e trabalhem mais. Essa contração dos impulsos elétricos chega a ativar 300 músculos por sessão”, explica. O EMS pode atingir até 95% das fibras musculares, aumentando a qualidade da contração muscular, deixando o exercício mais intenso.

O treino engloba oito grupos musculares. Os eletrodos integrados são conectados aos braços, às pernas, aos glúteos, ao abdômen e às costas. A depender das atividades, é possível ter uma queima de 520 calorias por sessão. Os impulsos elétricos ocorrem durante quatro segundos ininterruptos, com intervalos de quatro segundos entre um choque e outro.

O método fitness chegou por aqui há alguns meses e já conquistou adeptos. O engenheiro Sthepane Gonçalves, 36 anos, é um dos entusiastas da eletroestimulação dos músculos. Antes de conhecer a técnica, fazia natação e spinning. Depois de 10 sessões, abandonou as piscinas. “No início, é um pouco estranho, mas, depois que se acostuma, é ótimo. Quando eu acabo os 20 minutos, parece que passei mais de uma hora malhando”, conta.

O engenheiro afirma que, em apenas quatro sessões, notou diferenças e que a definição dos músculos ocorre de forma mais rápida. “Descobri que eu tinha um abdômen, coisa que eu não vi em um ano de academia convencional”, brinca.

Queimando calorias


A EMS é uma das alternativas para pessoas que têm lesões e não podem frequentar academias ou fazer exercícios de alta intensidade. “Estudos feitos na Alemanha, onde o método é mais antigo, mostram que a eletroestimulação pode ser 250% mais eficaz que a corrida, além de aumentar a massa muscular e queimar mais calorias por dia”, afirma Holger. A queima de calorias se mantém durante 48 horas, devido aos estímulos elétricos — os músculos passam mais tempo trabalhando após o término do exercício.

Ao chegar ao estúdio, o cliente é encaminhado para uma avaliação completa. Em seguida, recebe um traje especial e deve tirar toda a roupa, inclusive as peças íntimas. Com o traje específico, os eletrodos, previamente umedecidos, são ligados ao corpo da pessoa e, em seguida, à máquina.

A intensidade dos choques é controlada constantemente pelo personal e pode ser aumentada ou diminuída ao longo do treino. A escolha da música também pertence a quem está se exercitando. A atividade pode ser feita com tênis ou descalço. Como usa impulsos elétricos, a atividade não é indicada para grávidas, portadores de marco-passo ou epiléticos.

"Os choques fazem com que os músculos sejam estimulados de forma única, atingindo lugares que o exercício não alcança, e trabalhem mais. Essa contração dos impulsos elétricos chega a ativar 300 músculos por sessão”
Holger Kuppers, responsável por trazer a técnica para o Brasil

Eu, repórter


“A primeira coisa é um questionário bem simples, a título de segurança. Em seguida, trocamos de roupa, tirando tudo para vestir o traje que o estúdio fornece. Confesso que isso me incomodou um pouco, mas, para algumas pessoas, pode ser visto como vantagem — não há a necessidade de ficar carregando uma sacola com roupas de academia. Levei meu tênis porque ele dá um pouco mais de firmeza para fazer os exercícios.

Na hora em que eles me vestiram o colete com os eletrodos, fiquei um pouco agoniada, pois ele é umedecido e eu sou muito friorenta. Mas logo que comecei as atividades, o desconforto passou. Os estímulos elétricos não me incomodaram. Na verdade, eu gostei bastante, é quase que uma cócega. A sensação é muito semelhante aos choques que levamos fazendo fisioterapia.

Quando cheguei ao estúdio e observei outro aluno fazendo a atividade, achei que seria fácil. Como não há o exercício com máquinas ou pesos, pensei que seria mais leve do que os que fazemos em academias. Eu me enganei. As atividades são muito intensas e parece que o corpo trabalha dobrado por causa dos estímulos. É muito rápido e muito prático. Para quem tem a rotina atribulada, é uma ótima opção.

Como tenho um problema no joelho, achei ótimo o quanto a técnica poupa as articulações e como o personal permanece ao lado durante toda a sessão. Além de ter ficado cansada na hora, como se tivesse concluído um circuito inteiro na academia, senti todas aquelas dores normais que permanecem depois de um exercício intenso. Nas primeiras sessões, é, inclusive, normal sentir os músculos se contraindo algumas horas depois, mas não chega a incomodar.”
 
Agradecimentos
TekStudio 
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MARCELO
MARCELO - 08 de Maio às 16:40
Continuarei tomando a minha cerveja e comendo os meus petiscos... Obrigado, de nada!