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O poder das iabás

Para comemorar o Mês da Consciência Negra, a Revista mostra como a força herdada dos poderosos orixás femininos leva as mulheres a comandar a dura luta ancestral por respeito, igualdade e justiça social

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postado em 19/11/2017 07:00 / atualizado em 21/11/2017 14:21


 
 
Elas não são Eva, nem Maria, muito menos Amélia. Os orixás femininos — as iabás —, que inspiram o arquétipo de suas filhas na dimensão terrena, foram (e ainda são) mulheres imprevisíveis. Guerreiras, sempre prontas para defender os reinos que governam. Na história antiga e na contemporânea, não faltam exemplos de figuras femininas que não aceitam ser subjugadas pelo sexo oposto.

Elas batalham com uma garra incomum, o que as faz se destacar no cenário onde se encontram. Insurgem-se contra sistemas injustos e não negam disposição para transformar realidades negativas. Quando comparadas com os itans (em iorubá, o conjunto de lendas, mitos e músicas dos orixás) das seis principais divindades cultuadas no país pela umbanda e pelo candomblé — as iabás Nanã Buruku (ou Buruque), Iemanjá, Oxum, Iansã, Obá e Euá —, vê-se que elas estão atuando na sociedade. E deixando contribuições valiosas para as mudanças e os avanços almejados pelos cidadãos.

Ao contrário de Eva, elas não vivem no paraíso. Não têm a santidade de Maria, figura icônica da fé cristã. Estão longe de ser a Amélia, da famosa canção criada, em 1942, pelos consagrados artistas Ataulfo Alves e Mario Lago, que conquistou as paradas de sucesso com o grupo musical Demônios da Garoa.

As iabás contemporâneas são, como suas ancestrais, batalhadoras nas infindáveis jornadas contra o machismo, a violência doméstica, sexual, o preconceito, a misoginia e todas as outras expressões de violência e opressão, que buscam subjugá-las, ou impor-lhes condições de inferioridade. As seis divindades iabás remontam à cultura herdada dos iorubás, um dos maiores grupos étnico-linguísticos da África.

De acordo com o sociólogo e professor da Universidade de São Paulo Reginaldo Prandi, eles acreditam que homens e mulheres descendem dos orixás. “Cada um (pessoa) herda do orixá de que provém suas marcas e características, propensões e desejos, tudo como está relatado nos mitos”, explica Prandi, no livro Mitologia dos orixás, uma pesquisa profunda que reconta 301 mitos africanos e afro-americanos. Todos eles, parte importante da alma brasileira.
 

Força espiritual

Na umbanda e no candomblé, as duas principais religiões de origem nas tradições africanas, elas são respeitadas e tratadas por mãezinhas — ou simplesmente mães — e reverenciadas como autoridades. A natureza, pródiga de sabedoria, deu a todas o poder da maternidade, e isso as tornam pessoas respeitadas como essenciais à preservação da vida e à perenidade da raça humana. Mais do que isso: são consideradas pela força espiritual que carregam e que lhes confere singularidade nos terreiros.

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
Dentro de uma sala de aula do Instituto de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa da Universidade de Brasília, a historiadora pernambucana Bárbara Costa, 29 anos, critica a higienização do movimento negro no Recife e suas palavras mostram a garra e a força que herdou da orixá Iansã. “Eu topo qualquer parada, enfrento qualquer coisa. Homem ou mulher”, afirma, logo após encerrar uma aula sobre a história do culto Nagô em Pernambuco.

Sentada ao lado, a pernambucana Lúcia Costa, 65, mais conhecida como Mãe Lu, mostra o amor que herdou de Iemanjá. “Ela é a minha mãezinha, me acolhe, me tira da solidão e me acalenta”, conta. Para explicar a relação com a mãe Iansã, Bárbara deixa de lado a postura rígida e fala com carinho. “É para a mãe que a gente pede tudo, né? Acreditamos que eles (os orixás) são nossos intermediários com Deus. Podemos estar com o filme queimado lá em cima, mas, no meu caso, Iansã chega lá e fala: ‘sei que a Bárbara errou, mas ela vai melhorar’. Ela intercede por mim”, diz.

A relação com a mãe iabá é forte em todos os que fazem parte das religiões de matrizes afro-brasileiras. “Quando alguém tem três orixás masculinos, dizemos que é algo muito triste, porque todo mundo tem que ter uma mãe. No meu caso, eu só tenho uma iabá, Iansã. Mesmo ela não sendo a dona do meu ori (cabeça, destino, em iorubá), eu sou muito parecida com ela. Quem me vê logo a encontra”, explica Bárbara.

“Eu tenho a concepção de que a nossa Iemanjá toma conta daqueles que só têm (orixás) homens na cabeça. Ela é sempre a mãe, que dá proteção. É uma qualidade que Deus deu para ela”, acrescenta Mãe Lu. 

Visões próprias

Os itans, ou lendas, variam em cada nação e estão ligados à cosmovisão de cada uma delas. A diferenciação é bem nítida entre os candomblés de Angola, Keto e Jejê. Tanto é assim que os orixás têm outras designações. No candomblé de Angola, Inkisi é orixá; Iansã, Matamba ou Bamburucema; Oxum, Ndandalunda (leia-se dandalunda); Iemanjá, Kaiá, Mikaiá ou Kaiala; Nanã, Nzumbarandá, Nzumba, Zumbarandá, Ganzumba.
Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

IEMANJÁ

É a rainha de todas as águas do mundo. O seu nome vem da expressão “YéYé Omó Ejá”, que significa mãe cujo filhos são peixes. Ela é o espelho do mundo, que reflete todas as diferenças. Mostra os caminhos, educa e sabe explorar as potencialidades que estão dentro de cada um.

Características dos filhos: 
São imponentes, belos, calmos, sensuais, fecundos, têm dignidade e irresistível fascínio (o canto da sereia). São voluntariosos, fortes, rigorosos, protetores e, por vezes, impetuosos e arrogantes. Têm o sentido da hierarquia, preocupam-se com os outros. Sem a vaidade de Oxum, gostam de luxo.
Dia: Sábado
Cor: Branco, Prateado, Azul e Rosa
Símbolo: Abebé prateado.
Elementos: Águas doces que correm para o mar, águas do mar
Domínios: Maternidade (educação), saúde mental e psicologia
Saudação: Odó-Iyá

Fonte: https://ocandomble.com

O desembarque das guerreiras

A tradição de venerar os orixás chegou ao Brasil há cerca de 500 anos, quando os primeiros navios negreiros ancoraram na costa leste do novo país, trazendo milhares de homens e mulheres que eram livres, mas haviam sido sequestrados na África e tornados escravos. Eles ajudaram a formar a nação que existe hoje. No entanto, eram tratados como sub-humanos e dividiam lugar nos porões com os ratos. Lá dentro, cantavam para suas entidades, pedindo por proteção na nova terra.

Os portugueses consideravam essa tradição religiosa uma feitiçaria. Os escravos começaram, então, a disfarçá-la, usando recursos como dar, às suas divindades, nomes de santos venerados no cristianismo dos colonizadores. Por meio do sincretismo, forma que eles encontraram de praticar a sua crença sem serem perseguidos, Iemanjá, por exemplo, passou a ser chamada de Nossa Senhora dos Navegantes e Nossa Senhora da Piedade. Iansã virou Santa Bárbara, Oxum foi associado à Nossa Senhora da Conceição e Nanã Buruquê, à Senhora Santana.
Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

Educadora e professora de capoeira de Angola e danças afro, a carioca Ludmilla Almeida, 33 anos, esteve em Brasília com o grupo cultural Balé das Yabás, para apresentar um trabalho que nasce do empoderamento feminino a partir da metodologia das iabás. “Os itans narram histórias milenares que ainda acontecem hoje em dia. Quando uma mulher vê o mito de uma divindade passando por algo semelhante a ela, aquilo a empodera”, afirma.

Um dos mitos que mostra a luta das iabás contra a opressão de gênero protagoniza a história de Oxum, a senhora da fertilidade, do amor e da riqueza. A tradição conta que haveria uma reunião para a tomada de decisões que afetariam toda a sociedade, mas apenas os homens poderiam participar. Oxum, então, decidiu que todas as mulheres se tornariam inférteis, para mostrar aos homens a importância feminina na sociedade. A partir daí, tudo na Terra secou. Plantas não cresciam e nada prosperava. Oxum só desfez a decisão quando foi convidada a participar das reuniões seguintes.

Resistência sem fim

O poder de luta não é exclusivo de Oxum. Cada iabá representa uma das faces da resistência da mulher, principalmente a negra, contra a opressão, a escravidão, o machismo e a violência em geral. Iansã é uma guerreira que, mesmo cuidando de seus filhos, ia ao campo de batalha ao lado de Xangô. Com Nanã, é encontrada a lama que dá forma à vida. Iemanjá mostra a força e a rigidez da mulher.

Dentro de um terreiro de candomblé, as sacerdotisas — conhecidas como mães de santo —  utilizam o jogo Ifa, os búzios, para identificar o orixá que rege o ori dos adeptos. Além disso, o jogo mostra os orixás de frente (o que comanda a cabeça) e o protetor do destino de cada fiel. 

Diferentemente do cristianismo, em que existe a imagem perfeita do criador, os orixás se identificam com os defeitos, as virtudes, as preferências e os problemas dos seus filhos. Ou seja, as características das divindades transcendem para os filhos e ambos mantêm uma relação familiar que não se resume a laços de sangue.

Filha de Iemanjá, a carioca Ludmilla Almeida explica a forte relação com a mãe. “Ela é meu espelho e minha força. As grandes referências que tenho vêm dela. É a quem recorro primeiro, um lugar de conforto.” Mas também é severa com seus filhos. “Ela é como o mar. Uma hora está tranquila e calma, depois pode estar revolta, como um tsunami”, confirma Ludmilla.

Iemanjá é a divindade mais cultuada no Brasil, conhecida também como mãe de todos os orixás. As histórias dela e das demais divindades são passadas de pai para filho oralmente, por meio dos itans. Como há escassas referências documentadas, muitos acabaram se perdendo com o tempo ou assumindo versões diferentes de uma nação de candomblé para outra.

O mito da senhora dos mares revela a vivência de Iemanjá após o casamento com Olofin, com quem teve 10 filhos. De tanto amamentar, os seios de Iemanjá se tornaram grandes e de tamanhos diferentes. Ao chegar à cidade de Abeokutá, ela foi pedida em casamento pelo rei Okere. Antes de aceitar, impôs uma condição: “Você jamais irá ridicularizar os meus peitos”.

Um dia, Okere voltou para casa bêbado e zombou dos peitos da esposa. Ofendida, ela quebrou no chão uma garrafa mágica que havia recebido de sua mãe, Olokum. Dos estilhaços nasceu um rio e as águas levaram Iemanjá em direção ao oceano. Lá, ela passou a morar. Por isso os fiéis lançam oferendas aos mares, no desejo de tirar a mãe da solidão encontrada nas águas salgadas e pedir bênção.

Nós, negras!

Apesar de enraizada na vida social e econômica do país, a história dos afrodescendentes não é contada como deveria. Nas escolas, os 12 deuses olímpicos estão presentes em aulas e provas, enquanto conteúdos como os mitos dos orixás ficam de lado. A cantora Renata Jambeiro, 35 anos, é vocalista do projeto Nós, Negras. Ao lado de outras cantoras negras, acaba de fazer um show especial em homenagem às iabás.
Márcia Moreira/Divulgação

A confiança na própria história, porém, não nasceu com ela. “Lembro-me que, quando criança, por mais amor e carinho que recebesse em casa, eu sentia falta de uma inspiração. Teve um fato que me doeu muito, quando me disseram que eu não podia ser igual à Xuxa porque eu era negra. Ouvir isso quando se é criança, que você não pode ser algo, é muito doloroso”, conta Renata.

A falta de referências refletida na infância da cantora vem mudando aos poucos, mas ainda há uma longa estrada pela frente. “Hoje, uma criança negra pode querer ser uma Thaís Araújo ou uma Zezé Motta, são referências muito fortes e importantes, mas que poderiam ser maiores se você tivesse dentro da sala de aula o ensino da cultura africana”, compara.

Para Renata, o conhecimento empodera. “Entender as iabás, grandes mulheres da natureza que passaram por lutas que vocês passaram, isso te faz forte. Oxum, Iemanjá e Iansã são mulheres com histórias tão poderosas quanto as de Nina Simone (cantora americana) e Frida Kahlo (artista mexicana), com histórias que precisam ser passadas para a frente, independentemente de religião.”
 
Junto de Renata, as cantoras Cris Pereira, Kiki Oliveira, Kris Maciel, Renata Jambeiro e Teresa Lopes, integrantes do projeto Nós Negras, estiveram entre as atrações da décima edição do São Batuque. O evento, que ocorreu entre 9 e 20 de novembro na Praça dos Orixás, prestou homenagem às iabás. O show do Nós Negras ocorreu repleto de cânticos e músicas de conhecimento popular em homenagem às grandes mães. 

“Vamos tocar em mais eventos para apresentar ao público a temática das iabás, mas o que pedimos é que aquilo não fique apenas como uma dança e uma comemoração momentânea. Queremos que as pessoas saiam de lá sabendo da importância de valorizar essa cultura que é nossa, impedindo que ela seja cada vez mais apagada e violentada”, frisa a cantora Cris Pereira.  

Quase 10 anos após entrar em vigor a Lei Federal 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de cultura afro-brasileira, são poucas as escolas que seguem a lei. “No Rio, há casos pontuais em que colégios oferecem esse tipo de ensino e, geralmente, é devido à iniciativa de professores, coordenadores e diretores que se prontificam a colocar no currículo escolar”, diz Ludmilla Almeida.

Em Brasília, a professora Paula da Silva, 41 anos, filha da guerreira Iansã, é uma das que levam um pouco do conhecimento das divindades africanas para os alunos. “Desde o primeiro dia de aula, eu falo das desigualdades sociais. Trago o que acredito para os meus alunos e, ao mesmo tempo em que falamos de mitologia grega, levamos também a africana”, conta.

Aceitação

O resultado chama a atenção. Paula percebia que muitos alunos negros não aceitavam a própria cor. “Em uma dinâmica na sala, uma menina nem queria se olhar no espelho, porque não gostava do que via. Ela dizia que queria ser igual a uma parente distante, que era a única branca da família.”
Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
No fim do ano letivo, Paula reparou que a aluna demonstrava mais confiança nos traços negros. E que o racismo se instaura cedo. “Um aluno, sempre que me via, pegava no meu cabelo. Um dia questionei o motivo e ele disse que é porque o meu cabelo era macio, e ele achava que era duro. Depois disso, falou que eu era cheirosa e que ele havia aprendido que pessoas ‘pretinhas’ eram fedidas. É algo duro de ouvir, principalmente de uma criança.”

Os alunos negros também percebem que essa exclusão ocorre desde a base do ensino. “É algo que, infelizmente, faz parte da nossa formação”, diz a estudante de arquitetura Aisha Lembá Mueji, 26. “Somos obrigados a aceitar um conhecimento que não faz parte da nossa história, enquanto a nossa vivência e a dos nossos ancestrais são apagadas e ignoradas.” 

Sobrevivência
O sincretismo decorre de uma estratégia de luta pela própria fé e cultura desencadeada pelos negros, como resistência à perseguição promovida pelos católicos no período colonial. Os escravos associaram seus orixás às imagens dos santos católicos, que ficavam no altar. Embaixo, ficavam as imagens dos inkisis ou orixás que eram efetivamente cultuados por eles, esculpidas no barro ou em madeira.

Ritos de fé
O Dia da Umbanda é festejado em 15 de novembro. A data é uma homenagem ao dia em que uma entidade determinou os ritos do novo culto, agregando elementos da religiosidade africana, do catolicismo, do espiritismo e também dos rituais indígenas. A sessão aconteceu em 15 de novembro de 1908, em um centro espírita no distrito de Neves, em Niterói (RJ).

OXUM

Na Nigéria, corre o rio Oxum, a morada da mais bela Iabá, a rainha de todas as riquezas, a protetora das crianças, mãe da doçura e da benevolência. Generosa e digna, Oxum é a rainha das águas doces. Vaidosa, é a dona da fecundidade das mulheres, do grande poder feminino.

Características dos filhos de Oxum
Oxum é o arquétipo dos que agem com estratégia e são obstinados na busca dos seus objetivos. Atrás da imagem doce se esconde uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social. Dão muito valor à opinião pública e preferem contornar as suas diferenças com habilidade e diplomacia.
Dia: Sábado
Cores: Amarelo e ouro
Símbolo: Leque com espelho (Abebé)
Elemento: Água doce (rios, cachoeiras, nascentes, lagoas)
Domínios: Amor, riqueza, fecundidade, maternidade
Saudação: Òóré Yéyé ó!

Fonte: https://ocandomble.com
 
NANÃ

Deusa dos mistérios, é de origem simultânea à criação do mundo. Nanã é o começo, porque é o barro e o barro é a vida. Sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza. Designa pessoas idosas e respeitáveis. Entender Nanã é entender o destino, a vida e a trajetória do homem sobre a terra.  

Características dos filhos: 
São pessoas extremamente calmas, lentas no cumprimento das tarefas. Agem com benevolência, dignidade e gentileza. Gostam de crianças, as quais  educam com excesso de doçura e mansidão. No modo de agir e até fisicamente aparentam mais idade.
Dia: Terça-feira
Cores: Anil, branco e roxo
Símbolo: Bastão de hastes de palmeira (Ibiri)
Elementos: Terra, água, lodo
Domínios: Vida e morte, saúde e maternidade
Saudação: Salubá!

IANSÃ

Saudada como a deusa do rio Níger, o maior da Nigéria, é filha do fogo-Omo Iná. É a rainha dos raios, das ventanias, do tempo que se fecha sem chover. Guerreira por vocação, sabe defender o que é seu e conquistar, seja nas guerras, seja no amor. Iansã é a mulher que acorda de manhã, beija os filhos e sai em busca do sustento.

Características dos filhos: 
Para eles, viver é uma grande aventura, e enfrentar riscos e desafios, um prazer. Escolhem os caminhos mais por paixão do que por reflexão. Não escondem os seus sentimentos, seja de felicidade, seja de tristeza. Entregam-se a súbitas paixões e de repente esquecem, partem para outra.
Dia: Quarta-feira
Cores: Marrom, vermelho e rosa
Símbolos: Espada e Eruexin
Elementos: Ar, vento, fogo
Domínios: Tempestades, ventanias, raios, morte
Saudação: Epahei!

Fonte: https://ocandomble.com 
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