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Uso do protetor solar deve virar rotina entre os brasileiros

Verão traz o aviso que não pode ser esquecido: uso do filtro solar deve ser diário, para proteger a pele e prevenir o câncer

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postado em 10/12/2017 08:00 / atualizado em 08/12/2017 14:05

O verão está chegando no próximo dia 21 e os cuidados com a pele devem ser redobrados. O uso de protetor solar é uma medida de prevenção imprescindível para a saúde. Nesta estação, o efeito nocivo do sol é acumulativo e, por ser um país tropical, o Brasil registra um índice UV (radiação ultravioleta) muito alto.

O filtro solar deve ser usado diariamente para criar uma camada protetora e diminuir a incidência dos danos solares, como cânceres de pele e envelhecimento cutâneo. A Academia Americana de Dermatologia recomenda o uso de produtos com fator de proteção solar (FPS) acima de 30. A orientação é reforçada desde 2009.

Como os usuários, na prática, aplicam cerca de 30% a 50% da quantidade de protetor solar recomendada — de 2mg/cm² —, os dermatologistas orientam que sejam usados produtos com FPS mais elevados, para compensar. O cuidado deve ser redobrado em situações de exposição excessiva ao sol ou de pessoas de pele muito sensível.
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Para cada tipo de pele existe uma opção ideal de filtro solar. Há protetores mais cremosos e hidratantes, para peles secas ou que estejam ressecadas. Já para as oleosas, os produtos em gel, serum, loções oil free são os mais indicados, segundo a dermatologista Marcela Mateus.

A tendência é a aplicação de protetores que agreguem quase todas as etapas do cuidado diário da pele em um só produto: hidratação, proteção e maquiagem, como os filtros solares em pó para a reaplicação durante o dia. “Temos que adequar o uso do filtro solar à rotina do paciente, para que não haja ‘desculpas sinceras’ para não adotá-lo”, afirma.

Marcela recomenda que o protetor seja aplicado pelo menos 15 minutos antes da exposição ao sol,  “ainda sem roupa, uniformemente por todo o corpo e na quantidade correta indicada pelo Consenso Brasileiro de Fotoproteção”. A reaplicação também é necessária e está associada não só ao tempo de exposição ao sol. Outros fatores devem ser observados, como os ambientais — tipo de roupa, toalha, vento, água, suor, entre outros —, fórmula do produto e atividades exercidas pela pessoa.

Para o dermatologista Erasmo Tokarski, o protetor solar deve ser reaplicado a cada duas horas, principalmente se a pessoa estiver à beira da praia ou na piscina. No caso do brasileiro, diz ele, uma boa proteção da pele ocorre a partir do fator 30.
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Tipos de pele

Criada em 1976, pelo médico norte-americano Thomas B. Fitzpatrick, a escala Fitzpatrick classifica  a pele em fototipos de 1 a 6. O número varia de acordo com a sensibilidade da pele quando exposta ao sol e a capacidade de cada pessoa se bronzear.
  1. Pele muito branca: sempre queima, nunca bronzeia, muito sensível ao sol.
  2. Pele branca: sempre queima, bronzeia muito pouco, sensível ao sol.
  3. Pele morena clara: queima (moderadamente), bronzeia (moderadamente), sensibilidade normal ao sol.
  4. Pele morena moderada: queima (pouco), sempre bronzeia, sensibilidade normal ao sol.
  5. Pele morena escura: queima (raramente), sempre bronzeia, pouco sensível ao sol.
  6. Pele negra: nunca queima, totalmente pigmentada, insensível ao sol.
 
Fonte: Marcela Mateus, dermatologista
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Dicas

  • Quanto maior o fototipo, mais escura a melanina, pigmento que protege a pele contra a radiação. Portanto, pessoas de pele clara têm menos proteção e precisam de fotoprotetores com FPS e UVA maior.
  • É importante usar produtos que sejam mais secos, no caso de pessoas com pele oleosa, ou produtos mais hidratantes, no caso de quem apresenta pele seca.
  • Como os raios UVA atravessam janelas e entram em contato com a pele, é necessário considerar a proteção em ambiente fechado.
  • Quem tem pele clara deve usar FPS mais alto.
  • Quem tem pele escura pode usar FPS menor.
  • Veja a marca que melhor se adequa ao seu tipo de pele e, na dúvida, consulte um médico ou farmacêutico.

Fonte: Lucas Portilho, pesquisador em fotoproteção da Unicamp, farmacêutico e diretor do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele de Campinas.

Você sabia?

Se você usar protetor 50 em uma fina camada e espalhar muito, ele vira FPS 5, perdendo a função.
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* Estagiário sob supervisão de Valéria de Velasco, especial para o Correio. 
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