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Google apresenta projeto para enfrentar a concorrência

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postado em 05/07/2011 10:47

Ataide de Almeida Jr.

O campo das redes sociais sempre foi complicado para o Google. A empresa de buscas amargou dois fracassos nos últimos três anos: o Google Wave e o Buzz. O primeiro se propôs a reunir os amigos, dar a oportunidade de editar documentos em conjunto e compartilhar widgets, mas não deu certo. Já o segundo oferece integração ao Gmail, com possibilidade mandar fotos, vídeos e links. Ele ficou esquecido e tornou-se um mero reprodutor de tuítes. O único que ainda tem dado certo — mas que sofre a ameaça do Facebook — é o Orkut, que detém mais de 32 milhões de visitas únicas, contra 17,9 milhões da rede de Zuckerberg, de acordo com a consultoria comScore.

Para dar um jeito de enfrentar a concorrência e sair por cima, o Google lançou o projeto Google (lê-se Google plus). O começo foi discreto. A primeira mudança foi a chegada do botão 1, parecido com o “curtir” do Facebook. A ferramenta tem a missão de compartilhar informações de bons sites ou serviços com outros usuários.

Depois disso, foi um pulo para a apresentação oficial do projeto, que quer fazer do compartilhamento de informações algo mais fácil na web. Para isso, o Google contou com a ajuda de Andy Hertzfeld, ex-funcionário da Apple e integrante do equipe do Macintosh.

Hertzfeld pensou em uma página limpa e baseada no que, por enquanto, está sendo considerado o trunfo dessa rede social, o compartilhamento entre círculos diferentes de amigos. Além de categorizar as amizades, há ainda os Sparks, que criam feeds de interesse do usuário e também a possibilidade de começar um chat em grupo (hangouts).

”Depois do Wave e do Buzz, o lançamento do Google é um passo crítico para a empresa, pois precisa convencer os usuários de que a plataforma tem vantagens e que eles não terão dificuldades para utilizá-la, duas falhas que atrapalharam os lançamentos anteriores”, explica Renê Fraga, diretor da Roboz Social Media e responsável pelo blog Google Discovery.

Primeiras impressões
Como o serviço ainda está em fase beta, a briga por um convite movimenta as outras redes sociais. Ao conseguir, o Google vai pedir uma atualização do perfil para, em seguida, entrar. À primeira vista, o que se percebe é um Facebook mais limpo. “O Google tem apenas o visual similar ao Facebook, mas seu funcionamento e interface limpa são completamente diferentes. A opção de chat textual e vídeo em grupo também é outro ponto em que o Facebook não conseguiu avançar até hoje. O Google mostra um foco direto nas interações, não se encontram aqueles posts de quiz, jogos e outros Apps que costumam invadir a timeline”, aponta Fraga.

Entre os pontos positivos estão a usabilidade e a integração com os outros serviços da empresa, como o Gmail e o Picasa. A parte negativa fica por conta dos delays nas postagens, pela falta de preview em alguns vídeos e, claro, ainda não é possível adicionar mais amigos, pois os convites foram temporariamente suspensos. “Por mais que as redes atuais sejam úteis e fáceis, as pessoas adoram testar novidades. No momento que esse processo oferece diferenciais, como os hangouts, há uma chance maior de que a conquista seja realmente efetiva. As pessoas querem se conectar e vão procurar o melhor serviço que possa oferece essas vantagens”, ressalta Fraga.

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