UnB desenvolve circuitos feitos com tintas produzidas a partir de frutas

O projeto, que faz parte do Programa Ciência sem Fronteiras, vai selecionar um aluno de doutorado daqui para estudar na Universidade de Tecnologia de Dresden (TUD)

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postado em 07/04/2014 06:00

Roberta Machado

A Universidade de Brasília (UnB) firmou parceria com uma prestigiada universidade alemã para desenvolver dispositivos eletrônicos a partir de frutos brasileiros. O projeto, que faz parte do Programa Ciência sem Fronteiras, vai selecionar um aluno de doutorado daqui para estudar na Universidade de Tecnologia de Dresden (TUD), onde o escolhido vai frequentar aulas e trabalhar em um centro de eletrônica avançada. Depois, o doutorando deve retornar ao Brasil para trabalhar na pesquisa, que vai contar também com a colaboração de um representante da instituição alemã.

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A fabricação de dispositivos eletrônicos com materiais orgânicos é estudada na UnB desde que trabalhos feitos no Instituto de Química identificaram propriedades semelhantes às de um semicondutor em óleos extraídos de frutas. “Uma aluna estava defendendo mestrado e mostrou que o óleo de buriti consegue absorver bastante energia na região do ultravioleta e do visível, e também que, quando é provocado, ele consegue emitir uma luz mais azul”, conta Artemis Marti Ceschin, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas Eletrônicos e de Automação (PGEA) da instituição brasiliense.

Desde então, o material tem sido testado e aprimorado. “Pensei que, se ele tem essa propriedade, poderia ser útil para confeccionar um diodo emissor de luz. Eu poderia fazer um dispositivo eletrônico assim”, lembra Ceschin. O trabalho, que era limitado aos estudos teóricos, começa agora a dar os primeiros passos na busca de protótipos que comprovem o valor do óleo orgânico na produção de eletrônicos.

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