Ashley Madison tem contas falsas de mulheres criadas pelos administradores

São apenas 5,5 milhões de mulheres, no total de 37 milhões de usuários

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 27/08/2015 14:10 / atualizado em 27/08/2015 15:31

Ashley Mandison/Reprodução


A diferença entre os gêneros no site de relacionamentos extraconjugais, Ashley Madison, é enorme. São apenas 5,5 milhões de mulheres, no total de 37 milhões de usuários. No entanto, segundo o site de tecnologia norte-americano Gizmodo, muitas dessas mulheres não são reais, tratam-se apenas de perfis criados para atrair os outros usuários.

Muitos dos endereços cadastrados como femininos, seguem um padrão e são do próprio site Ashley Madison, por exemplo, 100@ashleymadison.com, 200@ashleymadison.com e 300@ashleymadison.com. O que isso sugere é que a maioria das contas são criadas por administradores, usando o endereço de e-mail da própria empresa.

Outro fato que traz desconfiança é que boa parte dos e-mails femininos, 80.805 perfis, foram criados pelo mesmo endereço IP, ou seja, pelo mesmo computador. Portanto, o que tudo isso indica é que o site Ashley Madison é onde dezenas de milhões de homens escrevem e-mails e gastam dinheiro para as conversar com mulheres que na verdade não estão lá.

História
O site Ashley Madison, criado em 2001, é voltado para relacionamentos extraconjugais, com o slogan "A vida é curta, curta um caso", e tem mais de 37 milhões de usuários entre homens e mulheres de 46 países ao redor do mundo.

De acordo com uma pesquisa feita com 3.000 usuários americanos, 71% dos homens adúlteros preferem ter uma aventura com uma latina, contra 15% que elegeram uma branca, 9% com uma asiática e 5% com uma negra, explicou a empresa.

O site foi pensado para as mulheres. Elas não pagam nada para se registrar nem por fazer contato com os homens, que são os que devem pagar para enviar e-mails, mensagens de chat, desenhar corações ou usar outras técnicas de sedução virtual. Cada pacote de 100 créditos, que permite contatar 20 mulheres em média, tem um custo de US$ 25.

O site site já passou por polêmicas ainda este ano, como a divulgação de dados dos usuários por hackers. Foram expostas informações pessoais de 32 milhões de usuários do Ashley Madison. A quantidade total de informações chegou a 9,2GB — elas foram divulgadas numa página da deep web, uma parte da internet acessível apenas por buscadores específicos como o Tor, que mantém secreta a identidade de quem o utiliza.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.