Tecnologia permite que pais "imprimam" ultrassom de bebês em facetas 3D

"Pude ver como ela era parecida comigo e com o pai", diz mãe, que tem deficiência visual e "conheceu" o rosto da filha no ultrassom, por meio da nova técnica

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postado em 16/09/2015 21:30 / atualizado em 21/09/2015 19:18


Carlise e Jorge Vieira, a exemplo de outros casais à espera do primeiro filho, se prepararam com ansiedade para receber a pequena Natália, mas eles não poderiam ver a filha no ultrassom: os dois têm deficiência visual e sonhavam com a criança com base apenas no relato da médica. Durante o sexto mês de gravidez, eles puderam ter o exame de ultrassom impresso em 3D para conhecer o rosto da filha: “Foi muito importante porque tive noção de como era o rostinho da Natália antes dela nascer e pude ver como ela era parecida comigo e com o pai. Como não posso enxergar como as demais mães, isso me supriu a falta de visão”.


Arquivo Pessoal


“O médico não altera nada do que ele normalmente já faz. A diferença é que ele precisa salvar o exame com um protocolo próprio para trabalharmos com nossa tecnologia”, explica Fernando Flores, fundador da startup 3D Portos.

A empresa de Porto Alegre busca inclusão social para pais com deficiência visual durante a gravidez. Be4Birth é o nome do serviço que converte exames de ultrassom obstétricos em objetos impressos.

 

Para Carlise, o serviço mostra que a inclusão social está chegando à medicina. Ela acredita que outras mães gostariam de ter a mesma experiência.


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A empresa presta o serviço em duas clínicas obstétricas em Porto Alegre mas a ideia é ampliar a oferta para outros estabelecimentos do tipo. “Conseguimos atender o país todo daqui”, planeja Flores. O serviço da empresa não é limitado para o público com deficiência visual, qualquer pessoa pode adquirir artigos decorativos com o ultrassom 3D.

 

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Ricardo
Ricardo - 23 de Setembro às 08:50
Coisa mais bizarra. "Pude ver como ela era parecida comigo e com o pai" Mentira! Não dá pra ver traços nenhum. Povo doido.