Mercado de tablets cai 35% no segundo trimestre de 2015, diz IDC

De abril a junho, foram vendidos 1.271 milhão de aparelhos, cerca de 670 mil a menos do que no mesmo período do ano passado. Alta do dólar gera debandada de fabricantes do país

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postado em 15/10/2015 15:50

REUTERS/Tobias Schwarz/Files


A consultoria IDC Brasil anunciou, nesta quinta-feira (15/10), os dados consolidados do mercado de tablets no Brasil no segundo trimestre de 2015. Segundo o estudo IDC Brazil Tablets Tracker Q2, entre os meses de abril e junho de 2015, foram vendidos 1.271 milhão de tablets no país, sendo que aproximadamente 34 mil são notebooks com tela destacável, que são contabilizados nesta categoria.

O volume representa uma queda de 35% na comparação com o mesmo período de 2014 e de 29% quando comparado ao primeiro trimestre de 2015. Foram vendidos 401 mil tablets em abril; 421 mil em maio; e 446 mil em junho. Com estes números, o mercado brasileiro representa 3% do total de vendas no mundo e encerra o segundo trimestre de 2015 na 8ª posição no ranking mundial. Em relação ao ticket médio, 68% dos produtos vendidos custam até R$ 500.

Para Pedro Hagge, analista de pesquisas da IDC Brasil, o desempenho do mercado ficou aquém do esperado principalmente por conta da alta do dólar, que fez com que mais da metade das marcas que faziam negócios no mercado brasileiro deixassem o país.

“Os tablets são produtos totalmente dependentes da cotação da moeda americana. Empresas menores, que importavam seus produtos de olho no bom desempenho do mercado, que aconteceu entre 2013 e 2014, e que não têm estrutura física e nem fabricação local, não conseguem acompanhar a flutuação do dólar, tendo apenas duas opções: encalhar com o produto ou vender com prejuízo. Muitas delas acabam imigrando para outro país que esteja vivendo um momento econômico melhor”, completa Hagge.

Outro fator decisivo para o desempenho é a perda do interesse do consumidor por este tipo de dispositivo. Durante alguns anos, o tablet foi considerado a segunda tela, porém, a partir do momento que os smartphones de tela grande se popularizaram - e consequentemente ficaram mais baratos -, houve uma canibalização no mercado. "Podemos somar a isso o fato de que o tablet não é um aparelho fundamental, ou seja, se ele quebrar ou se o consumidor tiver uma experiência ruim com o produto, a chance dele abandonar o equipamento é muito grande", completa o analista.

Até o fim do ano, a IDC Brasil estima que 6,5 milhões de tablets, contando os notebooks com tela destacável, sejam comercializados, volume que representa uma queda de 29% frente a 2014, quando 9,5 milhões de aparelhos foram vendidos.
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