Conheça dispositivos simples que fazem testes para doenças graves

Novidades incluem exames de HIV pela saliva e detecção de parasitas com a ajuda de smartphones

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postado em 29/02/2016 06:00

Agência Fapesp/Divulgação
 

Quando se fala em exames clínicos, logo vem à cabeça a imagem de diversos potinhos com as mais variadas substâncias sendo levadas para um laboratório, que, por sua vez, precisará de alguns dias para fornecer os resultados. O avanço tecnológico, contudo, aos poucos torna essa cena menos comum. A cada dia, pesquisadores desenvolvem equipamentos capazes de realizar análises médicas em instantes e de forma muito menos trabalhosa.

Testes que antes exigiam amostras de sangue e procedimentos feitos em unidades extremamente especializadas são substituídos por dispositivos que geram o mesmo resultado em segundos e a partir de uma pequena quantidade de saliva. Em outros casos, um smartphone comum substitui todo o aparato de um laboratório com a mesma eficácia. As vantagens dessas novas técnicas são várias, indo desde a possibilidade de levar atendimento médico a regiões remotas até vencer a resistência dos pacientes de se submeterem às análises.

Um exemplo desse último caso são os testes rápidos para detecção do HIV, recentemente liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem comercializados no Brasil. Os modelos existentes lembram os famosos testes de gravidez, permitindo à pessoa realizar o exame em casa e por conta própria — enquanto alguns dispositivos requerem uma pequena amostra da mucosa da boca, outros funcionam com uma gota de sangue extraída da ponta do dedo. Eles funcionam como uma tiragem, ou seja, podem descartar a infecção pelo vírus causador da Aids, mas, no caso de um resultado positivo, é necessário confirmar o diagnóstico com um exame mais apurado.

Nos dois modelos, é utilizada uma tecnologia chamada imunocromatografia, na qual reagentes são colocados em um suporte, como uma lâmina de papel, para reagir com determinadas substâncias, mudando a coloração do suporte. Em geral, espera-se meia hora pelo resultado. “A maior parte dos produtos que existem no mercado internacional utiliza essa metodologia. Eles detectam anticorpos anti-HIV disponíveis no fluido biológico humano por meio de uma reação antígeno-anticorpo; e a formação de uma banda (linha) colorida marca a reação”, esclarece a Anvisa, por meio de um comunicado. Após a autorização da agência, a expectativa é de que os primeiros testes cheguem às farmácias brasileiras ainda neste ano.

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